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O Android 17 adiciona suporte a ECH para reduzir a capacidade das redes de rastrear a navegação

O Google adiciona ao Android 17 suporte integrado ao padrão Encrypted Client Hello para ocultar o nome do domínio durante o início de conexões HTTPS, além de novas restrições ao acesso à rede local, da ativação padrão do Certificate Transparency e de uma opção para desativar redes 2G.

2026-08-27
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فريق تحرير certi.news
O Android 17 adiciona suporte a ECH para reduzir a capacidade das redes de rastrear a navegação

O Google amplia no Android 17 o alcance da proteção das conexões de rede ao adicionar suporte integrado ao padrão Encrypted Client Hello (ECH), que visa ocultar o nome do domínio ao qual o usuário se conecta de provedores de serviços de internet, operadores de redes Wi‑Fi e outros interceptadores do tráfego de rede. A medida vem acompanhada de outras mudanças que abrangem a proteção da rede local, os certificados de sites e as conexões celulares antigas.

Ocultação do nome do domínio no início da conexão

O ECH funciona como uma extensão de privacidade do protocolo TLS usado para proteger conexões HTTPS. Embora o conteúdo da conexão seja criptografado, o nome do servidor solicitado costumava aparecer na primeira parte do handshake TLS por meio do campo Server Name Indication (SNI). Isso permite que o provedor de internet ou o operador de uma rede Wi‑Fi saiba qual é o destino que o usuário tenta acessar, mesmo sem conseguir ler o conteúdo da página.

O ECH funciona em conjunto com o recurso Private DNS para ocultar nomes de domínio e metadados que podem ser usados na criação de perfis comerciais dos usuários. Os usuários do Android já se beneficiavam do ECH ao navegar usando o Chrome 117 ou versões posteriores, ou o Firefox 119 ou versões posteriores, mas o Android 17 transfere o suporte para o nível da plataforma.

A proteção não abrange todas as conexões

O ECH será ativado por padrão para aplicativos destinados ao Android 17, desde que usem uma biblioteca de rede compatível, como versões recentes do OkHttp, WebView ou HttpEngine. Em servidores compatíveis com ECH, o sistema criptografará o nome do host. Já para servidores que não oferecem suporte ao recurso, o Android enviará um campo que parece estar relacionado ao ECH, conhecido como ECH GREASE, para que as conexões protegidas não sejam facilmente distinguidas; no entanto, o nome do host continuará exposto nesse caso.

A unidade Jigsaw do Google, dedicada à privacidade na internet e ao combate à censura, testou o ECH GREASE nos 10 mil maiores domínios e em 740 provedores de internet em 202 países. De acordo com o teste, não foram registrados problemas no carregamento de sites nem bloqueios inesperados.

Três mudanças adicionais na proteção da rede

  • Alterações na Local Network Protection exigem que os aplicativos obtenham permissão antes de verificar ou se conectar aos dispositivos da rede local do usuário.
  • Ativação padrão do Certificate Transparency, de modo que os certificados dos sites apareçam em registros públicos, tornando mais evidente a detecção de certificados falsificados.
  • Disponibilização de uma opção para que as operadoras participantes desativem automaticamente as redes 2G para os assinantes, com o objetivo de reduzir a exposição a dispositivos SMS blasters e estações-base falsas que podem enviar mensagens maliciosas ou capturar tráfego sensível nas proximidades.

Por que esta notícia é importante?

A mudança mais importante é que a proteção do nome do domínio não está mais vinculada apenas ao navegador, mas passou a fazer parte do comportamento da plataforma, o que pode beneficiar aplicativos que usam as bibliotecas de rede compatíveis. No entanto, o impacto do ECH continuará condicionado ao suporte dos servidores, dos aplicativos e da infraestrutura de rede correspondente; quando o servidor não oferece suporte ao padrão, o nome do host permanece visível. Além disso, os testes divulgados comprovam que não surgiram problemas de carregamento ou bloqueios dentro do escopo analisado, mas não eliminam essas limitações operacionais. Já a proteção da rede local, a transparência dos certificados e a desativação do 2G visam diferentes vetores de ataque e não dependem apenas do ECH.

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BleepingComputer
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