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Google Wallet amplia o suporte a documentos de identidade digitais nos Estados Unidos

O Google Wallet no Android permite adicionar carteiras de habilitação e cartões de identidade emitidos por 13 estados e territórios dos EUA, com a adesão de Oklahoma em outubro de 2026. A identidade digital pode ser usada em alguns pontos de controle da Administração de Segurança nos Transportes e em aplicativos limitados, mas ainda é oficialmente obrigatório portar o documento físico.

2026-10-10
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certi.news
Google Wallet amplia o suporte a documentos de identidade digitais nos Estados Unidos

O Google ampliou o alcance dos documentos de identidade digitais dentro do aplicativo Google Wallet em dispositivos Android, com suporte chegando a 13 estados e territórios dos EUA após a adição de Oklahoma em outubro de 2026. O recurso permite que os usuários registrem uma carteira de habilitação ou um cartão de identidade governamental e o verifiquem, para depois exibi-lo pelo telefone em vez de depender exclusivamente do documento físico nos cenários compatíveis.

Como adicionar a identidade?

O recurso funciona em dispositivos com Android 9 e versões posteriores. O usuário começa abrindo o Google Wallet, toca no botão de adição e seleciona ID & personal info; depois, escolhe a opção de carteira de habilitação ou cartão de identidade estadual. O cadastro exige fotografar a frente e o verso do documento físico, além de gravar um vídeo curto do rosto; uma imagem do vídeo é enviada à entidade emissora da identidade para fins de verificação.

Após a aprovação, a identidade aparece abaixo dos cartões de pagamento e ingressos dentro do aplicativo, e sua ordem pode ser alterada. Ela também pode ser excluída remotamente da conta do Google caso o telefone seja perdido, por meio das configurações de gerenciamento de identidades da conta.

Estados e territórios compatíveis

A lista inclui Arizona, Arkansas, California, Colorado, Georgia, Iowa, Maryland, Montana, New Mexico, North Dakota, Ohio, Oklahoma e Puerto Rico. As datas de disponibilidade variaram entre dezembro de 2022 e outubro de 2026, enquanto o Google anunciou que West Virginia está a caminho, sem especificar uma data final de lançamento no material.

Onde a identidade digital pode ser usada?

O principal uso atual é nos pontos de controle da Administração de Segurança nos Transportes (TSA) em alguns aeroportos dos EUA. O telefone pode ser aproximado de uma estação NFC; em seguida, o usuário revisa os dados que serão compartilhados e autentica a operação desbloqueando o dispositivo. Também há a opção de exibir um código QR dentro do Google Wallet. Ainda assim, o Google confirma que os usuários são oficialmente obrigados a portar o documento de identidade físico.

Alguns serviços de aluguel de carros e aplicativos de verificação de idade e identidade começaram a aceitar esses dados digitalmente. Na web pelo telefone, aparece uma solicitação do sistema para autorizar o compartilhamento das informações, enquanto o uso em um computador exige a leitura de um código QR. O Google afirma que está trabalhando no uso da tecnologia Zero-Knowledge Proof para compartilhar uma informação como a idade sem permitir vinculá-la à identidade pessoal do usuário, com planos de disponibilizar a tecnologia como código aberto.

O que muda na prática?

A expansão acrescenta uma opção digital conveniente, mas não transforma a identidade no telefone em um substituto completo do documento plástico. A aceitação ainda é limitada a aeroportos, serviços e entidades participantes, e a identidade digital não funciona para viagens internacionais. Entre os usos que o Google está trabalhando para oferecer estão a recuperação de contas da Amazon, o acesso a serviços de saúde eletrônicos como CVS e MyChart by Epic e a verificação de perfis em plataformas como Uber.

O Google também permite criar um documento de identidade digital a partir de um passaporte americano para uso com a TSA em aeroportos compatíveis, inclusive para quem não possui uma carteira de habilitação compatível com a REAL ID. Isso exige fotografar a página de dados do passaporte, ler o chip de segurança e gravar um vídeo do rosto, mantendo a necessidade de portar o passaporte físico e sem validade para viagens internacionais.

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