O governo canadense busca adotar o modelo da Presidência das Indústrias de Defesa da Turquia (SSB) como uma estrutura regulatória estratégica para localizar suas indústrias de defesa, em um movimento que visa reduzir a dependência de fornecedores externos e fortalecer as capacidades tecnológicas locais.
Durante uma visita oficial do primeiro-ministro canadense Mark Carney à capital turca, Ancara, foram realizadas negociações abrangentes com autoridades turcas, com foco nos mecanismos de gestão do ecossistema da indústria de defesa na Turquia. O lado canadense expressou grande interesse na estrutura única representada pela (SSB), que assume a coordenação central entre os setores militar, público e privado, além de regular as operações de produção, pesquisa e desenvolvimento, financiamento e supervisão regulatória.
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Esta tendência representa uma mudança estratégica na política de defesa canadense, que busca reduzir a dependência de Washington nos campos de suprimentos e segurança, especialmente após o estabelecimento da Agência Canadense de Investimento em Defesa no ano passado, com o objetivo de elevar a participação da indústria local nos gastos militares para 70% na próxima década. O primeiro-ministro canadense destacou que a Turquia produz cerca de 80% de suas necessidades de defesa localmente, um nível que Ottawa aspira alcançar aproveitando a experiência turca nas áreas de aviação, aeroespacial e sistemas não tripulados.
Cooperação bilateral e visitas de campo
As negociações culminaram na assinatura de um memorando de entendimento para parceria no setor de defesa entre os dois países em 22 de outubro, seguido por reuniões intensivas realizadas pelo primeiro-ministro canadense, que incluiu visitas de campo a várias das principais empresas líderes da Turquia, como a ASELSAN, especializada em sistemas eletro-ópticos, radar e aviônicos, e a Baykar, conhecida por suas tecnologias avançadas no campo de drones e sistemas de software autônomos.
O presidente das Indústrias de Defesa da Turquia, Haluk Görgün, afirmou que esses desenvolvimentos refletem o compromisso dos dois países membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em expandir os horizontes da cooperação industrial e tecnológica, abrindo portas para parcerias estratégicas para a produção e desenvolvimento de sistemas avançados conjuntos.