Cibersegurança

Vulnerabilidade grave no TeamViewer permite que atacantes assumam o controle de dispositivos de técnicos de suporte

Descoberta de uma vulnerabilidade de 'estouro de inteiro' (Integer Overflow) no software TeamViewer, que permite que hosts maliciosos executem códigos arbitrários e assumam o controle dos dispositivos dos usuários (técnicos) através de sessões de controle remoto.

2026-10-30
3 min de leitura
116 visualizações
certi.news
Vulnerabilidade grave no TeamViewer permite que atacantes assumam o controle de dispositivos de técnicos de suporte

Vulnerabilidade de 'estouro de inteiro' no TeamViewer

A empresa de cibersegurança Remedio alertou sobre a existência de uma vulnerabilidade de alta gravidade na popular ferramenta de controle remoto TeamViewer, que pode permitir que atacantes assumam o controle total dos dispositivos de técnicos de suporte (Viewers). A vulnerabilidade, rastreada sob o código CVE-2026-111585, registrou uma pontuação de gravidade de 8.8 na escala CVSS e afeta o componente de processamento de tela de controle remoto nos aplicativos TeamViewer para Windows, macOS, Linux e Android.

O problema técnico reside em uma falha do tipo 'estouro de inteiro' (Integer Overflow) ao processar as dimensões da tela enviadas do dispositivo host (Host) para o dispositivo do visualizador (Viewer). De acordo com a análise da Remedio, o host pode anunciar dimensões de tela enormes e ilógicas, o que leva à alocação de um espaço de memória (Buffer) insuficiente no dispositivo do técnico, resultando em um estouro de limites ao tentar descompactar as atualizações da tela.

Como a vulnerabilidade é explorada?

A exploração desta vulnerabilidade exige que o usuário (técnico) estabeleça uma sessão de controle remoto com um dispositivo 'host' que seja malicioso ou já esteja comprometido. Assim que a sessão é iniciada, o host pode explorar o protocolo para enviar mensagens que causam o travamento do aplicativo TeamViewer (Negação de Serviço) ou, o que é mais grave, a execução de código arbitrário (Arbitrary Code Execution) no sistema do técnico.

Os relatórios esclareceram que o atacante pode manipular ponteiros (Pointers) na memória para direcionar as operações do sistema para a execução de comandos maliciosos, como WinExec, o que lhe confere a capacidade de controlar o dispositivo que deveria ser usado para suporte técnico.

O que isso muda na prática?

Esta vulnerabilidade altera o equilíbrio de poder tradicional nas sessões de suporte técnico; em vez de o técnico ser a parte que controla e domina, ele se torna a vítima potencial. O perigo reside no fato de que o ataque não exige uma invasão prévia do dispositivo do técnico, mas ocorre simplesmente ao aceitar uma sessão de conexão de um 'host' malicioso, tornando as ferramentas de suporte técnico um meio eficaz para invadir redes corporativas ao visar funcionários com altos privilégios.

Atualizações de segurança adicionais

Além da vulnerabilidade principal, o TeamViewer lançou atualizações para corrigir outras falhas, incluindo:

  • CVE-2026-92372: Vulnerabilidade de escrita fora dos limites em sistemas macOS e Linux que pode permitir a execução de código arbitrário através de arquivos de gravação de sessão especialmente criados (.tvs).
  • CVE-2026-92374: Vulnerabilidade do tipo (TOCTOU) no sistema macOS que pode permitir que um atacante local obtenha privilégios de root.
  • Seis outras vulnerabilidades relacionadas à escalada de privilégios locais (Local Privilege Escalation) nas extensões do TeamViewer Remote Management.

A empresa afirma que não há evidências atuais de exploração dessas vulnerabilidades no mundo real e convoca todos os usuários a atualizarem seus aplicativos (Full Client, Host, Portable e Android App) para a versão 15.83 ou superior imediatamente.

Fonte da notícia
c
Autor

certi.news

Explore esta história

Tópicos e entidades relacionados

Na mesma categoria

Você também pode gostar

Ver todas as notícias