A empresa saudita OmniOps, especializada em tecnologias de infraestrutura para inteligência artificial soberana, anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a HPE durante o evento LEAP para desenvolver soluções de inteligência artificial que combinem a infraestrutura da HPE no âmbito da iniciativa «Made in Saudi» com as plataformas da OmniOps desenvolvidas no Reino e suas capacidades de implantação dentro dele.
A parceria faz parte da iniciativa da HPE chamada Saudi Made, Developed & Deployed e tem como objetivo ajudar órgãos governamentais e instituições a acelerar a adoção da inteligência artificial, paralelamente ao apoio às capacidades técnicas locais e ao fortalecimento da soberania digital. De acordo com as informações disponíveis, o memorando de entendimento não representa um anúncio de um produto comercial específico nem de um cronograma para a execução de implantações determinadas.
O que muda na prática?
As duas empresas afirmam que a colaboração combinará a infraestrutura produzida localmente, as plataformas de inteligência artificial desenvolvidas na Arábia Saudita e a experiência de implantação dentro do Reino, com o objetivo de construir um pacote integrado que se estenda dos servidores e da infraestrutura básica à gestão de aplicações de inteligência artificial. Segundo essa concepção, as soluções poderão ser verificadas, implantadas e receber suporte dentro da Arábia Saudita, operando sob sua jurisdição.
Essa abordagem vai além do foco habitual no local onde os dados são armazenados ou os modelos são executados. A parceria também tem como alvo as camadas de infraestrutura sobre as quais operam as cargas de trabalho de inteligência artificial, de modo que o controle local se estenda do hardware ao software, aos processos de implantação e à gestão empresarial. Isso é importante para entidades que precisam de mais controle e transparência sobre a localização dos dados, a parte que desenvolveu a plataforma e a origem do hardware que a opera.
O papel da plataforma Bunyan
As ofertas da OmniOps são baseadas na plataforma de inferência de inteligência artificial Bunyan, que permite às instituições implantar e gerenciar cargas de trabalho de inteligência artificial na nuvem, em ambientes locais e em ambientes isolados das redes, de acordo com requisitos de segurança, regulamentação e operação. A plataforma também oferece acesso a grandes modelos de linguagem hospedados dentro do Reino, além dos componentes de infraestrutura necessários para adotar e implantar a inteligência artificial generativa com segurança.
Segundo a empresa, a Bunyan se distingue por uma arquitetura que não depende de um tipo específico de hardware, permitindo integrar capacidades de computação produzidas localmente e, ao mesmo tempo, manter diferentes opções para os clientes em relação aos fornecedores de infraestrutura de inteligência artificial.
Por que esta notícia é importante?
Se o memorando se transformar em soluções efetivamente implantadas, ele poderá oferecer a órgãos governamentais e setores como aviação e serviços financeiros um caminho mais integrado para operar aplicações de inteligência artificial localmente, em vez de se limitar a garantir a residência dos dados ou a hospedagem dos modelos dentro do país. No entanto, a fonte não especifica projetos de clientes, produtos finais, indicadores de desempenho ou a data de disponibilidade comercial. Portanto, o valor prático da parceria continua condicionado ao que as duas empresas anunciarem posteriormente sobre a execução e a adoção.
Mohammed Altassan, CEO fundador da OmniOps, afirmou que os clientes precisam de mais controle e transparência em todas as camadas da pilha tecnológica. Por sua vez, Mohammad Alrehaili, vice-presidente e gerente-geral da região do Oriente Médio na HPE, disse que a colaboração pretende fornecer uma base para a implantação de inteligência artificial soberana em larga escala e apoiar o crescimento do ecossistema tecnológico no Reino.