Setembro de 2026 foi marcado por uma ampla variedade de avanços científicos e tecnológicos, abrangendo exploração espacial, medicina, inteligência artificial e biologia. Entre os principais destaques apresentados pela Anadolu Agency está a contribuição do modelo Claude, desenvolvido pela Anthropic, para identificar exemplos incomuns de enzimas que transcrevem RNA em DNA, antes que testes laboratoriais confirmassem sua relação com um sistema enzimático que não havia sido descrito anteriormente.
Claude ajuda na busca por um novo sistema enzimático
Uma equipe criada pela Anthropic para realizar pesquisas biológicas com a ajuda do Claude utilizou cerca de 950 agentes para pesquisar, em um grande banco de dados de sequências de DNA, enzimas de transcriptase reversa. Após 21 horas de pesquisa, um dos agentes encontrou um resultado incomum. Testes posteriores mostraram que o resultado apontava para um sistema enzimático que já havia sido encontrado em vírus que infectam bactérias, mas que até então não havia sido caracterizado.
O que importa aqui não é que o modelo tenha realizado o experimento por conta própria; a fonte esclarece que o papel da equipe se limitou à redação dos comandos e ao apoio ao trabalho laboratorial. O valor prático está no uso da inteligência artificial para restringir o escopo da busca em enormes bancos de dados biológicos, enquanto a verificação científica final continuou dependendo do laboratório.
Interface cerebral combina fala e movimentos do corpo
O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos anunciou o desenvolvimento de um sistema de interface cérebro-computador que transformou sinais cerebrais de três pacientes com paralisia em um avatar. O sistema conseguiu transmitir simultaneamente sinais relacionados à fala e aos movimentos do corpo, por meio de cabos especiais conectados aos pacientes e de técnicas de aprendizado de máquina.
Isso pode permitir que pacientes, especialmente aqueles com esclerose lateral amiotrófica, se comuniquem mais rapidamente por meio de um avatar digital. Segundo a fonte, os sistemas anteriores obtinham resultados separados na transmissão da fala ou do movimento, enquanto este sistema reúne as duas funções. No entanto, os resultados apresentados continuam relacionados a três pacientes; portanto, a notícia não determina o grau de prontidão da tecnologia para uso clínico amplo.
Avanços no espaço e na medicina
A China lançou, em 25 de setembro, o 26º grupo de satélites de internet da rede Guovang para a órbita terrestre baixa, utilizando um foguete Long March 8A, em uma missão de número 669 entre as missões dos foguetes Long March.
O orbitador de reconhecimento lunar da NASA também detectou uma cratera formada por um impacto ocorrido em maio de 2024, com cerca de 222 metros de diâmetro e 43 metros de profundidade, que recebeu o nome do cientista lunar Thomas McGetchin. O artigo informou que o telescópio chinês FAST registrou mais de 1300 pulsares desde o início de sua operação, em 2016.
Na área médica, o artigo mencionou que uma pessoa nos Estados Unidos viveu 271 dias sem diálise após receber um rim de porco geneticamente modificado, antes de posteriormente receber um rim de um doador humano. Também fez referência a um estudo sobre camundongos em cujos cérebros cresceram cerca de quatro milhões de células humanas e a uma pesquisa que estima que os recursos de água utilizáveis na Lua talvez não sejam suficientes para uma cidade com um milhão de habitantes por mais de dois anos e meio, de acordo com as hipóteses de consumo apresentadas.
Observações sobre biologia e comportamento animal
O artigo também apresentou resultados que indicam que alguns elefantes africanos podem utilizar determinadas plantas para se tratar ou tratar seus filhotes. Os pesquisadores identificaram 35 espécies de plantas aproveitadas pelos elefantes, 25 das quais são utilizadas pelas populações locais para fins medicinais. Essa conclusão, conforme apresentada, continua sendo uma evidência de um comportamento potencial que exige mais estudos para compreender seu mecanismo e o grau de intencionalidade.