Em uma conquista técnica que destaca os limites da compatibilidade entre sistemas operacionais e hardware, o desenvolvedor Kevin Shroff conseguiu executar o Windows 11 no smartphone dobrável OnePlus Open. Embora o projeto seja classificado como um "projeto de paixão" (passion project) e não como um produto comercial, ele ofereceu uma visão prática de como a interface da Microsoft lida com dispositivos de design inovador e proporções de tela não convencionais.
Detalhes técnicos e limitações atuais
Para alcançar essa integração, Shroff removeu completamente o sistema Android do dispositivo, focando na grande tela interna e escurecendo a tela externa para garantir a estabilidade do sistema. O projeto contou com uma combinação complexa do Windows 11, firmware do fabricante (OEM firmware) e componentes de software personalizados.
Apesar do sucesso na inicialização (booting) e da resposta da tela sensível ao toque, a experiência ainda está em seus estágios iniciais e enfrenta limitações fundamentais; funções vitais como áudio, Bluetooth, conectividade celular e até mesmo tecnologias Wi-Fi e carregamento ainda estão em desenvolvimento ou não estão totalmente ativadas, de acordo com a página do projeto no GitHub.
O que muda na prática?
A importância técnica deste projeto reside em provar que o design do Windows 11 supera significativamente as versões anteriores ao lidar com telas dobráveis. Em comparação com experiências anteriores do Windows 10 em dispositivos como o Lenovo X1 Fold, o Windows 11 demonstrou flexibilidade natural para se adaptar aos espaços disponíveis:
- Barra de tarefas (Taskbar): Reduz-se perfeitamente para se ajustar à tela quase quadrada sem perder as funcionalidades essenciais.
- Menu Iniciar (Start Menu): Expande-se para preencher a maior parte da tela, deixando espaço suficiente ao redor das bordas, preservando o contexto da área de trabalho e evitando a sensação de espaço apertado.
Essa compatibilidade abre novos horizontes sobre o futuro dos dispositivos da Microsoft, como a série Surface Duo, e confirma que o sistema de desktop está mais preparado para a transição a uma experiência móvel integrada, caso as empresas decidam adotar essa direção técnica.