Tecnologias médicas

A aliança de IA para a saúde forma grupo de trabalho para enfrentar os riscos dos modelos avançados de inteligência artificial

A Coalition for Health AI formou um grupo de trabalho com cerca de 100 líderes de sistemas de saúde, seguradoras e do setor tecnológico, com o objetivo de preparar diretrizes e ferramentas de cibersegurança relacionadas a modelos avançados de inteligência artificial antes do fim de 2026. O grupo se concentrará em ajudar as instituições de saúde a se defenderem contra ataques e a utilizar esses modelos com segurança.

2026-08-14
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فريق تحرير certi.news
A aliança de IA para a saúde forma grupo de trabalho para enfrentar os riscos dos modelos avançados de inteligência artificial

A Coalition for Health AI (CHAI) anunciou a formação de um grupo de trabalho composto por cerca de 100 líderes de sistemas de saúde, seguradoras e do setor industrial para enfrentar os riscos cibernéticos associados a modelos avançados de inteligência artificial, conhecidos como Frontier AI. O grupo se reunirá a cada duas semanas com o objetivo de preparar e publicar diretrizes de cibersegurança em inteligência artificial para a área da saúde antes do fim de 2026.

Os resultados do grupo incluirão uma ferramenta de avaliação de riscos de inteligência artificial, além de guias que abordarão estratégias de segurança defensivas e ofensivas. Sua formação ocorre em um momento em que a CHAI considera que os avanços recentes nos modelos avançados mudaram fundamentalmente a natureza das ameaças cibernéticas enfrentadas pelo setor de saúde.

Modelos mais capazes e autônomos

A aliança afirmou que o lançamento, pela Anthropic, dos dois modelos avançados de inteligência artificial Mythos e Fable durante a primavera foi um fator motivador para a criação do grupo de trabalho. Fable representa a versão disponível ao público, enquanto o Mythos, segundo o material, é capaz de detectar vulnerabilidades de segurança cibernética de forma autônoma e transformá-las em explorações funcionais.

Esses modelos estão entre os sistemas de inteligência artificial mais poderosos disponíveis atualmente, pois podem lidar com tarefas complexas, processar enormes quantidades de informação e operar de forma autônoma, sem orientação humana contínua. Isso oferece às instituições de saúde a oportunidade de aprimorar suas capacidades defensivas, mas, ao mesmo tempo, permite que os agentes atacantes aumentem a velocidade, a escala e a eficácia dos ataques.

Participação de líderes dos setores de saúde e cibersegurança

John Flores, diretor de segurança da informação da University of Texas Medical Branch, participa do conselho de liderança composto por 14 membros para orientar os esforços do grupo de trabalho. A ele se juntam representantes de outros sistemas de saúde, entre eles Baptist Health e Duke Health, além de dirigentes e especialistas de empresas de tecnologia em saúde e cibersegurança, organizações de compartilhamento de informações sobre ameaças e entidades de desenvolvimento de normas.

Flores afirmou que as instituições de saúde sempre enfrentaram desafios de cibersegurança, mas que os avanços atuais em inteligência artificial mudaram o nível da ameaça que enfrentam. Isaiah Nathaniel, vice-presidente sênior e diretor de segurança da informação da Delaware Valley Community Health e membro do conselho de liderança, também enfatizou a necessidade de preparar todas as partes do setor de saúde, incluindo os sistemas menores, para lidar com os aspectos negativos do avanço tecnológico.

Pressão crescente sobre as instituições de saúde

Nos últimos anos, as instituições de saúde têm sido alvo de um grande número de ataques cibernéticos e violações de dados. Esses incidentes podem levar à interrupção do atendimento aos pacientes, como o redirecionamento de ambulâncias e o cancelamento de consultas e cirurgias, ou à retirada de sistemas de prontuários eletrônicos do ar.

Segundo a Fortified Health Security, os hospitais corrigiram apenas 6% dos riscos cibernéticos identificados durante o primeiro trimestre de 2026, em comparação com 23% no primeiro trimestre de 2025. Esses números indicam que o volume de vulnerabilidades descobertas excede a capacidade das instituições de saúde de corrigi-las, o que aumenta a importância de desenvolver diretrizes e ferramentas que as ajudem a avaliar e responder aos riscos dos modelos de inteligência artificial.

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