O executivo de design de engenharia da Apple, David Pakula, defendeu a decisão da empresa de não equipar o novo iPad mini com uma tela que suporte a taxa de atualização de 120 Hz, conhecida como tecnologia ProMotion, apesar da atualização da tela para a tecnologia OLED.
Em uma entrevista com o podcaster e criador de conteúdo Christopher Lawley, Pakula explicou que a experiência com as telas não se resume a um único recorde numérico. Ele enfatizou que a nova tela OLED possui uma velocidade de resposta de pixels que supera as telas LCD tradicionais em mais de dez vezes, o que contribui para tornar o movimento visivelmente mais fluido e reduz o efeito de desfoque de movimento em comparação com a geração anterior.
Especificações da nova tela do iPad mini
Além da velocidade de resposta, o executivo da Apple apontou que a nova tela oferece melhorias claras nos níveis de brilho, contraste e cores. O brilho máximo da tela chega a 600 nits para conteúdo normal, em comparação com 500 nits na versão anterior, enquanto sobe para 1200 nits ao reproduzir conteúdo de alto alcance dinâmico (HDR).
A tecnologia OLED se beneficia da ausência de retroiluminação, já que os pixels individuais são completamente desligados para exibir o preto verdadeiro, proporcionando à tela uma taxa de contraste de até 2.000.000:1, mantendo uma densidade de 326 pixels por polegada e suporte a cores amplas P3.
O que muda na prática para os usuários?
Apesar das justificativas apresentadas pela Apple sobre a melhoria no tempo de resposta dos pixels, o novo iPad mini carece do recurso de ajuste automático da taxa de atualização entre 10 Hz e 120 Hz por meio da tecnologia ProMotion, mantendo esse recurso limitado atualmente à família de dispositivos iPad Pro. O preço do dispositivo no mercado americano começa em 699 dólares com a abertura da pré-venda, e o envio oficial terá início em 6 de novembro.