Ahmed Khalil, CEO e Diretor-Geral do Raya Holding Financial Investments Group, anunciou que o volume de negócios do grupo multiplicou-se por 25 durante o período de 2020 a 2026, coincidindo com uma orientação estratégica para se tornar uma entidade de destaque no setor de centros de dados e tecnologia da informação nos próximos três anos.
Estas declarações foram feitas durante a sua participação no podcast "CEO Level", onde abordou as etapas de desenvolvimento do grupo, que gere uma carteira diversificada com 13 empresas e atividades que incluem tecnologia, serviços digitais e inteligência artificial, além de estender as suas operações a quatro continentes com mais de 20.000 funcionários.
A transição para a lucratividade e disciplina financeira
Khalil explicou que a filosofia de investimento do grupo passou por uma transformação fundamental baseada na criação de valor real e mensurável, abandonando o modelo de crescimento aleatório sem olhar para o retorno. Indicou que a questão central colocada pela atual gestão é alcançar o equilíbrio entre a expansão rápida e o controlo dos fluxos financeiros para garantir um retorno de investimento sustentável aos acionistas.
Neste contexto, a Raya Holding alcançou receitas de 33,8 mil milhões de libras durante o primeiro semestre de 2026, com um crescimento de 22%, com as receitas em dólares a ultrapassarem os 30% do volume total de negócios, refletindo a diversificação da carteira e a sua capacidade operacional.
Foco em centros de dados e inteligência artificial
O período recente testemunhou passos práticos do grupo no setor de tecnologia avançada, representados pelo lançamento do braço de capital de risco "Raya Ventures", além do estabelecimento da empresa "Raya Nexus" especializada no campo da inteligência artificial, e o anúncio dos primeiros investimentos direcionados a este setor.
O grupo pretende continuar a injetar investimentos em infraestrutura tecnológica e transformação digital, especialmente no setor de centros de dados, no qual a gestão aposta para se transformar num pilar fundamental das operações da empresa durante a próxima fase.