Dispositivos e tecnologias de consumo

Análise: a TV LG com tecnologia RGB LED é brilhante, mas não justifica seu preço diante das OLED

A LG MRGB95B oferece alto brilho e cores intensas graças à retroiluminação RGB LED, mas sofre com reflexos incômodos, mais blooming do que alguns concorrentes e precisão de cores imperfeita. Por US$ 3.600, a análise considera que as telas OLED da LG e da Samsung oferecem melhor valor e desempenho em aspectos importantes.

2026-10-10
4 min de leitura
2 visualizações
certi.news
Análise: a TV LG com tecnologia RGB LED é brilhante, mas não justifica seu preço diante das OLED

A LG aposta na tecnologia RGB LED para ampliar sua presença no mercado de televisores de alto brilho, mas a análise da MRGB95B indica que a implementação atual não compete com as melhores alternativas, apesar de sua clara capacidade de produzir uma imagem brilhante e vibrante. A tela de 75 polegadas é a menor entre três tamanhos, e custa US$ 3.600.

A tela utiliza zonas de retroiluminação com LEDs vermelhos, verdes e azuis separados, em vez de depender de iluminação branca ou azul com filtro de cores ou pontos quânticos. Isso permite aumentar o brilho das cores e exibir uma gama mais ampla delas. LG e Samsung usam a denominação Micro RGB, enquanto outras empresas utilizam o termo Mini RGB LED, mas o tamanho menor dos LEDs não significa automaticamente um número maior de zonas ou desempenho superior.

Brilho forte em contraste com problemas em cenas escuras

O avaliador mediu um pico de brilho de 4.011 nits no modo HDR Filmmaker, o que torna a tela adequada para ambientes que recebem muita luz natural. Ela também cobre 100% da gama P3 usada em filmes e cerca de 90% da gama maior BT.2020, oferecendo cores vibrantes.

Mas o desempenho não mantém o mesmo nível nas áreas escuras. É difícil distinguir detalhes próximos do preto, e halos luminosos aparecem ao redor de elementos brilhantes em cenas escuras, como legendas. Segundo a análise, o blooming nesses casos é mais perceptível do que em outras telas RGB LED.

Precisão das cores e reflexos prejudicam a experiência

Mesmo no modo Filmmaker, a imagem tende para um azul claro; as nuvens brancas aparecem com uma leve tonalidade azulada, e os tons de pele parecem mais frios do que deveriam. O avaliador considera esse problema inaceitável em um televisor de US$ 3.600, ainda que o usuário possa se acostumar com ele depois de algum tempo.

Já a camada brilhante da tela é considerada um dos pontos fracos mais incômodos. Quando as lâmpadas estão acesas ou há uma fonte de luz diante da tela, reflexos em arco-íris aparecem claramente, especialmente nas cenas escuras. As cores também são afetadas quando se assiste de um ângulo lateral, um problema comum nas telas LED em geral.

Especificações e software

  • Quatro portas HDMI 2.1, uma delas compatível com eARC.
  • Suporte a Dolby Vision, HDR10 e HLG, sem Dolby Vision 2 ou HDR10+.
  • Sistema webOS 26 e os principais aplicativos de streaming.
  • Suporte a VRR, ALLM, Game Optimizer e compatibilidade com G-Sync.
  • Tamanhos de 75, 86 e 100 polegadas.

A plataforma webOS funciona rapidamente, mas a análise a considera menos fácil de navegar do que Google TV, Apple TV e Roku. É possível configurar a tela sem aceitar os termos de uso e a política de privacidade caso o usuário não queira ativar o webOS; nesse caso, porém, o streaming pelos aplicativos exigirá um dispositivo externo conectado à tela.

O que muda na prática para o comprador?

A MRGB95B parece fazer sentido para quem precisa de alto brilho em um ambiente claro e aceita posicionar a tela longe de lâmpadas e janelas, mas não oferece um equilíbrio convincente entre preço e qualidade de imagem. A comparação indica que a Sony Bravia 7 II de 75 polegadas é US$ 1.300 mais barata, com melhor precisão de cores e melhor tratamento dos reflexos, enquanto a Hisense UR9 oferece desempenho semelhante por um preço menor.

A concorrência mais forte vem de telas OLED com preços próximos, como a LG G6 OLED e a Samsung S95H. É verdade que a OLED é menos brilhante, mas oferece contraste forte graças à capacidade de desligar cada pixel individualmente e não sofre com blooming, além de proporcionar melhor precisão de cores e melhores ângulos de visão. Por isso, a análise conclui que a MRGB95B pode ser o melhor argumento para comprar uma OLED da LG, em vez de ser uma alternativa convincente a ela.

Fonte da notícia
c
Autor

certi.news

Explore esta história

Tópicos e entidades relacionados

Na mesma categoria

Você também pode gostar

Ver todas as notícias