Cibersegurança

Operação Jackal IV leva à identificação de 263 suspeitos e à prisão de 58 ligados a redes de fraude eletrônica

As autoridades policiais participantes de uma operação internacional coordenada pela Interpol identificaram 263 suspeitos e prenderam 58 pessoas ligadas a redes criminosas na África Ocidental, além de desmantelarem serviços de lavagem de dinheiro e de apoio a operações de fraude.

2026-08-25
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فريق تحرير certi.news
Operação Jackal IV leva à identificação de 263 suspeitos e à prisão de 58 ligados a redes de fraude eletrônica

As autoridades policiais de 22 países identificaram 263 suspeitos e prenderam 58 pessoas durante uma operação internacional contra redes de crimes cibernéticos ligadas a grupos criminosos na África Ocidental. A operação recebeu o nome de Jackal IV e ocorreu entre novembro de 2025 e junho de 2026, com foco especial na rede Black Axe, conhecida por sua ligação com operações de fraude financeira transfronteiriça.

Essas redes têm como alvo suas vítimas por meio de métodos que incluem golpes românticos, fraudes com criptomoedas e investimentos e invasão de e-mails corporativos. Os dados também indicaram ligações entre alguns desses grupos e crimes violentos, o que demonstra que a ameaça se estende para além do roubo de dinheiro ou da invasão de contas.

Detalhes das ações em vários países

Na Argentina, as autoridades prenderam 17 pessoas e associaram 196 suspeitos a uma rede principal que oferecia serviços de crime como serviço (Crime-as-a-Service) a grupos do crime organizado na África Ocidental. Esses serviços incluíam o fornecimento de domínios na web e suporte a operações de lavagem de dinheiro.

Na África do Sul, as autoridades anunciaram a prisão de 39 pessoas e o bloqueio de 257 contas bancárias, além da apreensão de ativos no valor de 2,67 milhões de dólares. A rede visada concentrava-se em atrair aposentados de países de língua inglesa por meio de ofertas de investimento e golpes românticos.

Na Romênia, a polícia prendeu 11 suspeitos que, segundo informou, pertenciam a um grupo ligado a um call center que usava promessas de altos retornos em ações e criptomoedas para convencer as vítimas a investir. As autoridades italianas também identificaram um suspeito ligado a uma rede europeia de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de fachada, serviços de transferência de dinheiro e saques em espécie para ocultar os rendimentos.

Extorsão e serviços de crime como serviço

A Interpol afirmou que alguns criminosos entravam em contato com menores pelas redes sociais, construíam uma relação de confiança e os induziam a compartilhar fotos ou vídeos explícitos. Depois, ameaçavam divulgar o material aos contatos da vítima caso um resgate não fosse pago.

As redes não se limitavam a executar internamente todas as etapas do ataque; algumas organizações criminosas foram observadas recorrendo a provedores de serviços externos, geralmente por meio da dark web, para realizar tarefas como lavagem de dinheiro e outras operações necessárias à campanha criminosa.

Por que esta notícia é importante?

A operação mostra que a estrutura operacional da fraude eletrônica se tornou distribuída entre entidades que fornecem a infraestrutura, outras responsáveis por atrair as vítimas e redes especializadas na movimentação de dinheiro. Portanto, a prisão de operadores locais não necessariamente aborda toda a cadeia, o que torna a cooperação internacional e o rastreamento de contas e serviços intermediários partes essenciais da resposta.

A Jackal IV insere esses resultados em uma série de operações coordenadas internacionalmente. Entre 8 de dezembro e 30 de janeiro, as autoridades africanas anunciaram a prisão de 651 suspeitos em outra operação, chamada Red Card 2.0, que envolveu 16 países. Em julho, a Interpol informou que a operação First Light 2026 resultou na prisão de 5.811 suspeitos e na apreensão de ativos ilícitos no valor de 293 milhões de dólares, com a participação de investigadores de 97 países. O material não esclarece se essas operações estão ligadas organizacionalmente a uma única rede nem qual foi o volume de ativos apreendidos pela Jackal IV além dos casos mencionados.

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BleepingComputer
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