Energia e tecnologias verdes

O armazenamento de energia reforça a confiabilidade da rede: cinco estados americanos lideram a expansão

O artigo analisa como as tecnologias de armazenamento de energia se tornaram parte central dos planos de confiabilidade da rede elétrica nos Estados Unidos, destacando as experiências da Califórnia, Nevada, Illinois, Virgínia e Massachusetts. A capacidade instalada no país aumentou de 6.000 megawatts-hora em 2020 para mais de 175.000 megawatts-hora atualmente, segundo os números apresentados na fonte.

2026-08-25
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فريق تحرير certi.news
O armazenamento de energia reforça a confiabilidade da rede: cinco estados americanos lideram a expansão

Os sistemas de armazenamento de energia nos Estados Unidos estão deixando de ser uma ferramenta de nivelamento de preços para se tornar um elemento essencial na gestão da confiabilidade da rede elétrica, em meio ao aumento da demanda provocado por centros de dados, manufatura avançada e ondas de calor. Esses sistemas permitem armazenar eletricidade quando ela é abundante e de baixo custo e, depois, injetá-la quando a demanda aumenta, ajudando os operadores das redes a reduzir a pressão nos horários de pico e limitar os aumentos de preços.

Segundo o artigo publicado pela CleanTechnica, com base em informações da Solar Energy Industries Association (SEIA), a capacidade instalada de armazenamento de energia nos Estados Unidos aumentou de 6.000 megawatts-hora em 2020 para mais de 175.000 megawatts-hora atualmente. O artigo afirma que essa capacidade é suficiente para abastecer mais de cinco milhões de residências durante um dia inteiro com uma única carga. Desde 2010, 13 estados também aprovaram políticas destinadas a ampliar suas capacidades de armazenamento.

A Califórnia testa o impacto das baterias nos horários de pico

A Califórnia foi o primeiro estado americano a adotar uma meta de aquisição e desenvolvimento de armazenamento de energia, quando estabeleceu, em 2010, uma meta de 1.825 megawatts até 2024. O estado superou essa meta por uma margem significativa: atualmente, possui mais de 21.000 megawatts de capacidade de armazenamento e também estabeleceu novas metas para o armazenamento de longa duração.

O artigo indica que a expansão das baterias na Califórnia reduz a demanda por usinas de geração durante o pico da noite. Em 1º de agosto de 2026, o principal operador da rede do estado ultrapassou, pela primeira vez, o nível de descarga de 13.000 megawatts provenientes de baterias, o que forneceu um terço da demanda total de eletricidade do estado naquele momento.

Metas obrigatórias e novos incentivos em outros estados

Nevada adotou um padrão de armazenamento de energia aprovado pelo governador republicano Brian Sandoval em 2017. A expansão continua sendo implementada sob governos republicanos e democratas, com o apoio da coordenação entre empresas de serviços públicos, órgãos reguladores e legisladores. A Comissão de Serviços Públicos de Nevada estabeleceu uma meta intermediária de alcançar 1.000 megawatts até 2030, mas o estado atualmente possui 1.700 megawatts, o que o coloca na quarta posição nacional em capacidade instalada, segundo a fonte.

Já em Illinois, o governador J.B. Pritzker aprovou, no início de 2026, a lei Clean and Reliable Grid Affordability Act, que orienta a Illinois Power Agency a adquirir 3.000 megawatts de armazenamento de energia até 2030. A lei também concede incentivos a projetos de armazenamento independentes e cria um programa de usinas virtuais, com o objetivo de utilizar recursos distribuídos, como baterias residenciais, durante os períodos de maior demanda. O artigo prevê que essas medidas resultarão em uma economia de 13,4 bilhões de dólares para famílias e empresas nas contas de eletricidade ao longo de 20 anos.

Os centros de dados levam a Virgínia a elevar suas ambições

A expansão do armazenamento na Virgínia está ligada ao rápido crescimento dos centros de dados, que aumenta a demanda por eletricidade e intensifica a pressão por fontes de energia confiáveis e acessíveis. Em 2026, a governadora Abigail Spanberger e os legisladores ampliaram a meta de armazenamento estabelecida pela Virginia Clean Economy Act de 2020. O estado pretende adicionar 16.780 megawatts de armazenamento de curta duração até 2040 e 4.520 megawatts de armazenamento de longa duração até 2045, com o artigo destacando o papel da SEIA e de seus parceiros no apoio a essa orientação.

O que a experiência de Massachusetts revela?

Em 2018, Massachusetts estabeleceu a meta de alcançar 1.000 megawatts-hora de armazenamento até 2025. O estado superou a meta no ano passado e agora possui mais de 1.500 megawatts-hora. A governadora Maura Healey continua avançando sobre as políticas anteriores por meio de uma legislação aprovada em 2024 e de uma ordem executiva emitida neste ano, com foco adicional no armazenamento de longa duração.

Leitura editorial: O que está mudando efetivamente é a transição do armazenamento de um projeto técnico isolado para um recurso flexível integrado ao planejamento oficial da rede, seja por meio de metas diretas de aquisição, projetos independentes ou baterias distribuídas vinculadas a programas de usinas virtuais. Os cinco casos mostram que o impulso não é único: a Califórnia concentra-se na redução da pressão nos horários de pico, a Virgínia enfrenta a demanda dos centros de dados, enquanto Illinois relaciona o armazenamento ao custo da eletricidade e aos programas de recursos distribuídos.

Esses números não significam que o armazenamento, por si só, resolva todos os desafios da rede; o artigo não apresenta detalhes sobre os tipos de baterias, a duração efetiva do armazenamento, os custos de implementação ou os resultados operacionais de longo prazo. Além disso, as estimativas de economia financeira e as metas futuras apresentadas são estimativas e políticas dos estados, e sua concretização deverá ser avaliada posteriormente. O artigo também menciona que a Geórgia aprovou, em 2025, um plano integrado de recursos que prevê a adição de mais de 1.500 megawatts de armazenamento e que o Texas se tornou o segundo maior mercado de armazenamento do país.

Fonte da notícia
CleanTechnica
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