Inteligência artificial

A OpenAI está levando o ChatGPT em direção a um modelo alternativo às lojas de aplicativos

Os anúncios recentes da OpenAI revelam uma estratégia para transformar o ChatGPT em uma interface para descobrir e executar aplicativos, com login unificado, um mercado corporativo e agentes capazes de escolher ferramentas e executar tarefas. Esse modelo coloca a empresa em confronto indireto com o papel tradicional das lojas da Apple e do Google.

2026-09-29
4 min de leitura
48 visualizações
certi.news Editorial Team
A OpenAI está levando o ChatGPT em direção a um modelo alternativo às lojas de aplicativos

O conjunto de anúncios apresentado pela OpenAI no evento Dev Day indica uma transformação do ChatGPT, de uma interface de conversação para uma camada de descoberta e execução de software. Em vez de procurar um aplicativo adequado e depois abri-lo, o usuário verá o ChatGPT sugerir o aplicativo dentro do contexto da conversa quando identificar que ele pode ajudar a realizar a tarefa.

A OpenAI afirma que o ChatGPT agora reúne 1,2 bilhão de usuários por semana, o que dá a essa interface uma posição importante na distribuição de aplicativos. De acordo com a nova visão, o usuário pode conectar o aplicativo e começar a usá-lo diretamente dentro do ChatGPT, em vez de necessariamente acessar um site independente ou um aplicativo nativo no telefone ou computador.

Dos complementos às interfaces interativas

A OpenAI está ampliando a estrutura de complementos para oferecer suporte a extensões, permitindo que os desenvolvedores criem painéis interativos que funcionam durante a conversa. Assim, serviços que antes eram usados pela web ou por aplicativos para desktop e celular podem ser transformados em experiências preparadas para execução dentro do ChatGPT.

A empresa apresentou exemplos que incluem um aplicativo de reuniões capaz de exibir os compromissos do calendário do usuário e, em seguida, usar inteligência artificial para registrar observações e produzir um resumo dos itens de acompanhamento. As demonstrações também incluíram ferramentas da Figma e da Adobe para executar alterações ou usar recursos que normalmente exigiam abrir um aplicativo independente.

Identidade unificada e mercado para empresas

O recurso Sign in with ChatGPT permite que o usuário transfira sua identidade para aplicativos externos, usando neles seu saldo atual de serviços de inteligência artificial. A lista de parceiros no lançamento inclui 16 entidades, entre elas Cognition’s Devin, Notion, Vercel, T3, OpenClaw e Dactyl, com planos de adicionar outros parceiros.

Também é possível compartilhar aplicativos dentro dos sites leves criados pelo ChatGPT, para que os colegas façam login com seus próprios dados e permissões. Paralelamente, a OpenAI anunciou um mercado de aplicativos corporativos que conta, no lançamento, com mais de 30 parceiros, entre eles Adobe, Figma, Sierra, Decagon, HubSpot, Salesforce, ServiceNow, Harvey, Legora, Palo Alto Networks, CrowdStrike e Baseten. A empresa afirmou que os clientes elegíveis podem destinar parte de seu compromisso financeiro com a OpenAI à compra de softwares dos parceiros aprovados.

O que muda na prática?

Essas medidas transformam o ChatGPT em um canal de distribuição de aplicativos, e não apenas em uma ferramenta usada pelos aplicativos. A OpenAI também aprimorou o processo de revisão dos complementos: os desenvolvedores poderão acompanhar o status da revisão, saber quais correções são necessárias, solicitar uma revisão humana e atualizar as ferramentas do complemento sem reiniciar todo o processo de envio. Isso se assemelha, em termos funcionais, ao conhecido sistema de revisão de aplicativos da Apple.

A transformação se torna mais evidente com os agentes de inteligência artificial autônomos conhecidos como Dots. Cada agente tem um computador e um navegador na nuvem, e pode se conectar aos aplicativos vinculados e executar tarefas definidas pelo usuário. A OpenAI afirma que os Dots podem se conectar a mais de 4.000 aplicativos e também realizar uma «pesquisa proativa» em segundo plano usando os aplicativos conectados no modo somente leitura.

Na prática, esse modelo desloca o ponto de partida da pergunta «Qual aplicativo devo usar?» para «Qual tarefa quero realizar?». O agente pode sugerir o aplicativo ou modelo adequado, em vez de pedir que o usuário o procure. A OpenAI ressalta que as ações proativas são realizadas com a aprovação do usuário, mas a fonte não esclarece detalhes mais amplos sobre os limites dessas aprovações ou sobre os mecanismos de responsabilização dos agentes ao usarem vários serviços.

Para os desenvolvedores, isso abre um novo canal de acesso fora das lojas da Apple e do Google, mas vincula a descoberta e a distribuição à interface da OpenAI e aos seus mecanismos de revisão. Já os usuários e as empresas obtêm uma experiência mais integrada, embora permaneçam questões importantes sobre permissões, privacidade e a dependência das organizações de uma única plataforma, sobre as quais o material não apresentou detalhes completos.

Fonte da notícia
TechCrunch AI
Abrir fonte original ↗
c
Autor

certi.news Editorial Team

Explore esta história

Tópicos e entidades relacionados

Na mesma categoria

Você também pode gostar

Ver todas as notícias