A Cloudflare anunciou que seu desempenho se tornou o mais rápido em 74% das 1.000 maiores redes do mundo durante agosto de 2026, ante 60% em abril. A empresa afirma que a melhoria reflete sua liderança em 150 redes adicionais, além de seu avanço em 38 países adicionais, segundo uma metodologia que compara o tempo de conexão dos usuários com outros provedores de serviços de infraestrutura.
O número não representa tanto o lançamento de um novo serviço, mas sim uma atualização de um indicador global de desempenho e da forma como seus dados são coletados. A Cloudflare baseia-se nas estimativas da APNIC para classificar as maiores redes de acordo com o número de usuários e, em seguida, mede o tempo necessário para concluir o handshake TCP ao solicitar conteúdo. É utilizada a “média trimean” (Trimean), que combina os percentis 25, 50 e 75 com uma ponderação específica, para limitar o impacto de valores atípicos e representar uma faixa mais ampla de experiências dos usuários.
Como as medições foram ampliadas?
Desde 2021, a Cloudflare coletava parte de seus dados de páginas de erro que exibem sua marca. Quando o usuário acessa uma dessas páginas, o navegador pode executar uma pequena medição em segundo plano que busca arquivos leves em pontos fixos da Cloudflare, da Amazon CloudFront, do Google e da Fastly, além da Akamai, e registra o tempo de cada conexão a partir da rede do usuário e no mesmo momento.
A empresa agora adicionou medições das Cloudflare Challenge Pages, páginas de verificação que aparecem antes do acesso a alguns sites quando regras de firewall de aplicações web são ativadas. Enquanto o visitante permanece na página, uma medição não interativa é executada em segundo plano, sem solicitar uma etapa adicional ao usuário. A Cloudflare afirma que o design busca evitar a adição de um tempo perceptível à experiência de navegação, preservando as características de privacidade associadas ao Turnstile, uma tecnologia de verificação baseada em avaliação de risco.
O que muda na prática?
As Challenge Pages dão à empresa acesso a amostras mais amplas de redes, países e casos de uso cotidianos, em vez da dependência de um conjunto mais restrito de páginas de erro. Segundo a Cloudflare, isso ajuda a reduzir a sensibilidade das classificações a variações diárias e valores atípicos, especialmente quando apenas um ou dois milissegundos separam provedores concorrentes; a diferença pode ser, por exemplo, de 50 milissegundos contra 51 milissegundos.
O maior volume de dados também permitirá futuramente análises que vão além da contagem de redes, como ponderar o desempenho pelo número de pessoas afetadas, agrupar resultados por país ou em escala global, ou estimar a proporção do tráfego de usuários abrangida pelas redes medidas. Contudo, a Cloudflare reconhece que os resultados iniciais associados às Challenge Pages ainda estão em uma fase inicial e que o aumento das amostras determinará melhor se o avanço de um determinado provedor é real ou resulta de ruído estatístico.
Limitações da metodologia
Atualmente, as medições são realizadas em apenas uma pequena proporção das Challenge Pages gratuitas elegíveis, em paralelo aos dados das páginas de erro. A empresa afirma que só ampliará a taxa de amostragem se isso melhorar a qualidade da medição sem afetar o desempenho dos usuários. Portanto, a proporção de 74% deve ser lida como um resultado da metodologia da Cloudflare e do conjunto de redes que ela selecionou, não como uma classificação abrangente de todo o tráfego da Internet ou um julgamento independente sobre todos os casos de uso dos serviços de entrega de conteúdo.
Leitura da certi.news: o principal valor da atualização não está apenas na porcentagem anunciada, mas na tentativa de ampliar a medição de testes associados a páginas de erro para pontos de interação mais amplos na web. Isso pode tornar as comparações mais estáveis, mas também vincula a qualidade do resultado à forma de seleção das Challenge Pages, ao tamanho da amostra e ao possível impacto da medição na experiência. A comparação continua sendo útil para equipes de infraestrutura que monitoram o tempo de conexão, mas é necessário examinar os resultados por rede e localização geográfica, em vez de se limitar à classificação global.