Tecnologias médicas

Estudantes universitários turcos vencem com projeto de molécula apoiado por inteligência artificial para combater o câncer cerebral

A equipe Cortera conquistou o primeiro lugar na competição Onkoloji 3T, realizada no âmbito do TEKNOFEST Güneydoğu, após desenvolver uma abordagem baseada em inteligência artificial e nanopartículas para atingir o glioblastoma. O projeto ainda está na fase de validação laboratorial, e a equipe busca levá-lo a etapas mais avançadas.

2026-10-04
3 min de leitura
41 visualizações
certi.news
Estudantes universitários turcos vencem com projeto de molécula apoiado por inteligência artificial para combater o câncer cerebral
A equipe Cortera conquistou o primeiro lugar na competição Onkoloji 3T, realizada no âmbito do TEKNOFEST Güneydoğu, após desenvolver uma abordagem baseada em inteligência artificial e nanopartículas para atingir o glioblastoma. O projeto ainda está na fase de validação laboratorial, e a equipe busca levá-lo a etapas mais avançadas.

A equipe Cortera, composta por cinco estudantes das áreas de química, engenharia química, engenharia industrial, biologia molecular e medicina, conquistou o primeiro lugar na competição de oncologia Onkoloji 3T, realizada no âmbito do evento TEKNOFEST Güneydoğu, na Turquia. A equipe trabalha sob a supervisão de Doç. Dr. Berat İlhan Ceylan, do Departamento de Química da Faculdade de Engenharia da Universidade de Istambul-Cerrahpaşa, com o apoio da Can Sağlığı Vakfı e a participação de estudantes da İstanbul Üniversitesi-Cerrahpaşa, da Yıldız Teknik Üniversitesi e da Koç Üniversitesi.

O projeto concentra-se no desenvolvimento de uma abordagem apoiada por inteligência artificial para tratar o glioblastoma, um dos tipos mais agressivos de câncer cerebral. Segundo Sinem Taş, integrante da equipe e estudante de engenharia química e engenharia industrial, o projeto utiliza técnicas de aprendizagem profunda para ajudar a identificar combinações adequadas de medicamentos e, em seguida, transportar esses medicamentos dentro de nanopartículas.

Como funciona a abordagem proposta?

A equipe busca revestir a superfície das nanopartículas com proteínas que as ajudem a atravessar a barreira hematoencefálica, visando simultaneamente mais de um mecanismo relacionado à doença. A equipe afirma que o objetivo é desenvolver um método que possa limitar a disseminação de tumores cerebrais, e não apenas criar uma nova molécula isoladamente, sem considerar seu mecanismo de administração.

Os estudantes realizaram trabalhos laboratoriais com o objetivo de validar os resultados do projeto, mas o material de origem não apresenta dados detalhados sobre a eficácia da molécula, sua segurança ou testes em modelos animais ou humanos. Portanto, a vitória na competição representa um reconhecimento do projeto de pesquisa e uma etapa importante para a equipe, mas não constitui prova de prontidão para uso clínico.

O que muda na prática?

O valor técnico do projeto está na combinação da seleção computacional de compostos farmacêuticos com o desenho de um sistema de administração nanoestruturado para enfrentar o obstáculo da barreira hematoencefálica. A composição da equipe também demonstra a importância da colaboração entre as áreas de química, engenharia, biologia e medicina no desenvolvimento de um candidato a medicamento complexo. O supervisor e a equipe pretendem levar o trabalho a etapas mais avançadas após a vitória, sem especificar um cronograma ou uma trajetória de desenvolvimento anunciada.

Mais de 400 equipes participaram da competição, e a Cortera apresentou seu projeto diante de uma comissão composta por oito jurados em Şanlıurfa. O supervisor afirmou que a equipe trabalhou intensamente durante meses e que o projeto foi dedicado à Dr. Büşra Kaya, que morreu de câncer.

Para o leitor técnico, a notícia destaca o uso da inteligência artificial como uma ferramenta dentro de uma cadeia de pesquisa mais ampla, que inclui a seleção de medicamentos, a engenharia nanoestruturada e a validação laboratorial. As questões em aberto dizem respeito à capacidade de a molécula ou formulação demonstrar eficácia reproduzível, à sua segurança e à possibilidade de atravessar efetivamente a barreira hematoencefálica — aspectos que não foram esclarecidos pela fonte.

Fonte da notícia
Anadolu Agency Technology
Abrir fonte original ↗
c
Autor

certi.news

Na mesma categoria

Você também pode gostar

Ver todas as notícias