Com o início do ano letivo de 2026-2027, os painéis solares passaram a fazer parte da infraestrutura de um número crescente de instituições educacionais americanas. Segundo a organização Generation 180, mais de 7 milhões de estudantes frequentam escolas americanas de educação básica e secundária que funcionam com energia solar, o equivalente a cerca de um em cada sete estudantes. Um artigo publicado pela CleanTechnica, citando a Solar Energy Industries Association (SEIA), apresenta seis modelos que mostram como escolas e universidades tentam transformar a energia solar em economia financeira e benefícios educacionais e comunitários.
Projetos que reduzem as contas e limitam o custo do investimento
A Andover Elementary, na cidade de Andover, Connecticut, instalou um sistema solar em seu telhado em parceria com duas empresas. Esse acordo permite que a escola aproveite a energia solar sem arcar com custos iniciais elevados, enquanto o district espera que o projeto incentive esforços contínuos de sustentabilidade na cidade e demonstre o valor de investimentos de longo prazo.
Já a Benjamin A. Friedman Middle, em Taunton, Massachusetts, tornou-se a segunda escola da cidade a utilizar um sistema solar no telhado, depois da Chamberlain Elementary. A escola estima que a economia de energia e os incentivos somem cerca de 35 mil dólares por ano, com um benefício total superior a 1 milhão de dólares ao longo da vida útil do sistema. Ela também planeja usar o projeto para ensinar aos estudantes como funcionam os sistemas de energia renovável.
Na McHenry High School, em Illinois, os painéis estão sendo instalados nos dois campi da escola, com conclusão prevista para dezembro de 2026. O projeto inclui mais de 2 mil painéis, e o superintendente Ryan McTague espera que reduza os custos de energia em 30%, com o retorno sobre o investimento revertido para a comunidade escolar.
A energia solar como ferramenta de financiamento e serviço comunitário
No Harlem Consolidated School District, em Illinois, o distrito arrenda terrenos ao desenvolvedor New Energy Equity para a construção de um projeto comunitário de energia solar com capacidade de 5,5 megawatts. Nos termos da parceria, o desenvolvedor financiará bolsas de estudo para estudantes no valor de 10 mil dólares por ano durante 25 anos. Nesse caso, o retorno não se limita à redução direta da conta da escola, mas transforma parte dele em financiamento educacional de longo prazo.
Na Sonoma State University, na Califórnia, cinco estacionamentos foram cobertos com painéis solares. O projeto proporciona sombra aos carros durante as horas mais quentes e ajuda a universidade a tornar as contas de serviços públicos mais previsíveis. A universidade também possui um sistema de armazenamento por baterias no local, o que lhe permite manter o acesso à eletricidade durante interrupções da rede, segundo o artigo.
O que muda na prática?
A University of Arkansas concluiu nesta primavera uma nova matriz solar em seu campus principal, na cidade de Fayetteville, como parte de um projeto estadual que abrange os campi do sistema universitário. Espera-se que outros três locais entrem em operação durante o ano, e que os quatro locais, em conjunto, gerem uma economia superior a 100 milhões de dólares ao longo de 25 anos. Quando concluído, o conjunto de matrizes solares da universidade será o maior projeto solar do estado de Arkansas, segundo a fonte.
Esses exemplos apresentam um argumento prático para a adoção da energia solar em instituições educacionais: a redução das despesas operacionais pode liberar recursos para as atividades de ensino, como afirmou Eric Boles, diretor de sustentabilidade da universidade. No entanto, os números apresentados não são resultados uniformes que possam ser generalizados; alguns são estimativas futuras relacionadas à conclusão dos projetos ou à vida útil dos sistemas, enquanto outros combinam economia e incentivos. Por isso, os detalhes do financiamento, o desempenho efetivo dos sistemas e as condições dos contratos de arrendamento ou parceria continuam sendo fatores decisivos para avaliar a viabilidade em cada escola ou universidade.