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Hadrian capta US$ 40 milhões para expandir plataforma autônoma de testes ofensivos com inteligência artificial

A empresa holandesa Hadrian captou mais US$ 40 milhões em uma rodada Series B, elevando seu financiamento total para US$ 65 milhões, com o objetivo de expandir-se na Europa, no Oriente Médio, na África e nos Estados Unidos e reforçar suas equipes de engenharia e pesquisa. A empresa oferece uma plataforma ofensiva que usa agentes de inteligência artificial para descobrir riscos de ataque externos, verificar sua explorabilidade e priorizar sua correção.

2026-10-07
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certi.news
Hadrian capta US$ 40 milhões para expandir plataforma autônoma de testes ofensivos com inteligência artificial

A Hadrian, com sede em Amsterdã, anunciou a captação de mais US$ 40 milhões em uma rodada de financiamento Series B, elevando para US$ 65 milhões o financiamento total recebido pela empresa. A rodada foi liderada pela Forgepoint Capital International e pela SmartFin, com a participação dos investidores atuais HV Capital, Motive Partners, Picus Capital e Oetker Ventures.

A empresa pretende usar o novo capital para expandir-se nos mercados da Europa, do Oriente Médio, da África e dos Estados Unidos, além de aumentar os investimentos nas equipes de engenharia e pesquisa. A Hadrian foi fundada em 2021 por Rogier Fischer, diretor executivo; Olivier Beg, chefe de hacking; e Maurice Clin, chefe de desenvolvimento de negócios. Todos têm experiência relacionada a hacking ético ou empreendedorismo.

Uma plataforma ofensiva que opera continuamente

A Hadrian oferece uma plataforma de segurança ofensiva nativa de inteligência artificial que combina gerenciamento contínuo de exposição com testes de penetração baseados em agentes. A plataforma tem dois componentes principais: Atlas, que mapeia continuamente a superfície externa de ataque da organização e usa agentes de inteligência artificial para verificar se as exposições podem ser exploradas; e Nova, que oferece testes de penetração sob demanda.

A empresa afirma que a plataforma não se limita a reunir resultados de ferramentas de varredura, mas tenta simular caminhos de ataque para verificar riscos exploráveis e, em seguida, priorizá-los e vinculá-los aos esforços de correção. O sistema também pode verificar de forma independente o sucesso da correção de vulnerabilidades.

O que muda na prática?

A Hadrian relaciona seu desenvolvimento à diferença entre a velocidade dos invasores apoiados por inteligência artificial e a capacidade das equipes de defesa de realizar testes e investigações manualmente. De acordo com os números apresentados pela empresa, 87% das organizações ainda realizam testes de penetração manuais, enquanto apenas 0,47% dos resultados das ferramentas de varredura de vulnerabilidades são efetivamente exploráveis. Segundo essa estimativa, as equipes se concentram em um grande número de alertas que não exigem ação.

A Hadrian afirma que seus clientes obtiveram um aumento de dez vezes na visibilidade dos riscos críticos, uma melhoria de cinco vezes no retorno sobre o investimento em comparação com testes de penetração manuais e uma aceleração de 80% no tempo de correção. Esses resultados foram apresentados pela empresa, e a fonte não forneceu detalhes sobre a metodologia de medição ou o tamanho da amostra.

Por que esta notícia é importante?

O financiamento reflete a concorrência crescente no mercado de automação de testes ofensivos, no qual as empresas tentam transformar a inteligência artificial de uma ferramenta de análise de alertas em um sistema que executa processos repetitivos de descoberta e verificação. A importância da Hadrian para as organizações não está em substituir a decisão humana, mas em ampliar o alcance da análise e da verificação contínuas, mantendo a definição das tarefas e as principais decisões de segurança nas mãos das equipes humanas, segundo a descrição da empresa.

No entanto, a fonte não comprova que a plataforma consiga cobrir todos os ambientes ou substituir testes especializados, nem esclarece os limites da autorização concedida aos agentes ou os mecanismos para impedir que os testes afetem os sistemas de produção. Portanto, o valor dessas plataformas continua ligado à precisão da verificação, ao escopo dos ativos aos quais conseguem ter acesso e à capacidade das equipes de segurança de revisar os resultados antes de tomar medidas corretivas.

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