Privacidade e políticas de tecnologia

Relatório: os Estados Unidos planejam quase triplicar o número de torres de vigilância na fronteira até 2034

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos pretende aumentar o número de torres de vigilância nas fronteiras do país de 830 atualmente para 2.300 até 2034, a um custo superior a um bilhão de dólares. A EFF alerta que os sistemas de vigilância, que utilizam inteligência artificial, radar e imagens térmicas e ópticas, podem afetar a privacidade e as liberdades civis dos moradores das regiões fronteiriças.

2026-07-20
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certi.news Editorial Team
Relatório: os Estados Unidos planejam quase triplicar o número de torres de vigilância na fronteira até 2034

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) planeja aumentar o número de torres de vigilância nas fronteiras dos Estados Unidos de 830 atualmente para cerca de 2.300 até 2034, segundo um novo relatório do Government Accounting Office. O departamento estima que o custo dessa expansão ultrapasse um bilhão de dólares em recursos dos contribuintes.

O plano faz parte do programa Integrated Surveillance Tower (IST), da agência americana de Alfândega e Proteção de Fronteiras (Customs and Border Protection - CBP). O programa inclui sistemas capazes de capturar imagens de pessoas e veículos e rastrear alvos a longas distâncias, incluindo torres autônomas que utilizam radar, infravermelho térmico e sistemas ópticos.

O que a expansão inclui?

O programa IST é composto por várias categorias de sistemas. As torres autônomas de longo alcance utilizam tecnologias baseadas em inteligência artificial para identificar e acompanhar alvos, enquanto as torres fixas integradas se concentram no monitoramento do movimento de pedestres e veículos. O programa também inclui sistemas de videovigilância remota, alguns dos quais estão instalados perto da cerca fronteiriça no estado do Arizona, incluindo áreas residenciais nas quais as câmeras podem capturar imagens de casas dos dois lados da fronteira.

O Departamento de Segurança Interna espera comprar mais torres autônomas de longo alcance, além de atualizar as torres existentes para acrescentar capacidades autônomas. De acordo com o artigo, o financiamento de um bilhão de dólares vem da lei tributária e de gastos conhecida como One Big Beautiful Act, sancionada pelo presidente Donald Trump em 2025.

Por que essa expansão é importante?

A Electronic Frontier Foundation (EFF) considera que o aumento do número de torres não significa apenas ampliar o alcance da vigilância de fronteira, mas também criar uma rede cujos efeitos podem se estender a cidades, campos escolares, quintais e veículos nas regiões fronteiriças. A organização afirma que isso suscita preocupações relacionadas à privacidade e às liberdades civis, especialmente quando os sistemas capturam imagens ou rastreiam alvos em áreas onde os moradores vivem e realizam suas atividades cotidianas.

A infraestrutura mencionada pela EFF não se limita às torres. Ela também inclui drones, balões cativos, veículos de vigilância, sensores terrestres, câmeras camufladas em trilhas e leitores de placas de veículos. A organização explica que essas tecnologias também são utilizadas por órgãos de segurança pública estaduais e autoridades locais, além de governos do lado mexicano da fronteira.

O papel da EFF na documentação das tecnologias

A EFF afirma que estuda desde 2022 as tecnologias de vigilância ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México, com base em registros públicos, informações de inteligência de fontes abertas e visitas de campo para verificar os fatos. A organização também criou um mapa interativo para ajudar pesquisadores e jornalistas a analisar o impacto das políticas americanas de segurança de fronteira.

No início deste ano, a organização atualizou sua publicação intitulada Surveillance Technology at the U.S.-Mexico Border, acrescentando novos modelos de torres de vigilância, tecnologias militares recentemente implantadas e imagens de câmeras camufladas em trilhas e leitores automáticos de placas de veículos. Suas atividades também incluem a defesa de pessoas cujos dispositivos foram apreendidos ou revistados ao entrar no país, a contestação da coleta de dados biométricos e identificadores de redes sociais e o fornecimento de orientações de segurança digital para pessoas que atravessam a fronteira.

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O que você precisa saber

O Departamento de Segurança Interna dos EUA planeja aumentar o número de torres de vigilância na fronteira de 830 para cerca de 2.300 até 2034, a um custo superior a US$ 1 bilhão. O sistema utiliza inteligência artificial, radar e imagens térmicas e ópticas, suscitando preocupações sobre a privacidade e as liberdades civis dos moradores das regiões fronteiriças.

  • A expansão faz parte do programa Integrated Surveillance Towers (IST), da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
  • Os sistemas incluem torres autônomas de longo alcance, torres fixas integradas e sistemas de videovigilância remota.
  • Algumas torres utilizam inteligência artificial para identificar e acompanhar alvos, além de radar, infravermelho e sistemas ópticos.
  • A vigilância pode alcançar casas, veículos, escolas e quintais em regiões fronteiriças, segundo alertas da EFF.
  • A infraestrutura mais ampla de vigilância inclui drones, balões cativos, veículos de vigilância, sensores terrestres e leitores de placas veiculares.
  • A EFF afirma ter documentado essas tecnologias desde 2022 por meio de registros públicos, fontes abertas e visitas de campo.

Perguntas frequentes

Qual será o número-alvo de torres de vigilância?

O plano pretende aumentar o número atual de 830 torres para cerca de 2.300 até 2034.

Qual é o custo da expansão?

O custo é estimado em mais de US$ 1 bilhão, segundo o relatório.

Quais tecnologias são usadas nas torres?

Os sistemas utilizam inteligência artificial, radar, infravermelho térmico e sistemas ópticos, além de recursos para capturar imagens e acompanhar alvos.

Por que a EFF se opõe à expansão ou alerta sobre ela?

A EFF alerta que o aumento da vigilância pode afetar a privacidade dos moradores e as liberdades civis, especialmente quando imagens são capturadas ou alvos são acompanhados em áreas povoadas.

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