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Teste do RTX Spark: GPU potente para inteligência artificial e CPU de nível intermediário

Os testes do RTX Spark mostram que o chip da NVIDIA e da MediaTek oferece desempenho gráfico e de inteligência artificial local próximo ao de placas RTX dedicadas, com memória unificada de até 128 GB. No entanto, o desempenho da CPU não compete com os melhores chips da Apple e da Qualcomm, enquanto o preço e a variação no consumo de energia podem limitar sua atratividade fora do público de desenvolvedores e criadores de conteúdo.

2026-10-15
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certi.news
Teste do RTX Spark: GPU potente para inteligência artificial e CPU de nível intermediário

Os testes do RTX Spark, realizados em um Surface Laptop Ultra antes do início da comercialização dos primeiros dispositivos baseados nele, revelam uma plataforma Windows on Arm incomum: desempenho gráfico próximo ao da categoria RTX 4070 e fortes capacidades para executar modelos de inteligência artificial localmente, em contraste com um processador central competente, mas que não lidera a concorrência. Com essa plataforma, a NVIDIA tem como alvo desenvolvedores, criadores de conteúdo e usuários que executam modelos de inteligência artificial em seus dispositivos, em vez de enviar seus dados para a nuvem.

O RTX Spark é baseado no chip N1X, projetado pela NVIDIA em colaboração com a MediaTek, e está disponível em duas configurações com 18 ou 20 núcleos de CPU, além de 5.120 ou 6.144 núcleos gráficos da arquitetura Blackwell RTX. A memória unificada chega a 128 GB, com largura de banda de 300 GB por segundo, enquanto o consumo de energia configurável varia entre 45 e 140 watts, de acordo com a configuração e o design do dispositivo.

O processador central é bom, mas não é o ponto forte

A configuração do N1X com 20 núcleos obteve 558 pontos no teste de núcleo único e 6.885 pontos no teste multinúcleo do Cinebench 2026. No Geekbench 7, registrou 2.718 pontos em núcleo único e 23.571 pontos em múltiplos núcleos. Esses resultados colocam o chip na faixa do Apple M4 Pro e do Snapdragon X2 Elite em alguns usos, mas o deixam atrás do Apple M4 Max e do Snapdragon X2 Elite Extreme, especialmente no desempenho de núcleo único.

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Na prática, o teste descreveu o desempenho no uso diário como fluido, incluindo aplicativos executados por meio da camada de emulação Prism. Também não foi observada uma queda significativa entre o funcionamento com bateria e o funcionamento conectado à tomada nos testes publicados, com o modo Best Performance ativado.

A unidade gráfica é o centro da força

Nos testes gráficos, a configuração com 6.144 núcleos se aproximou do desempenho da RTX 4070. Ela registrou 12.771 pontos no 3DMark Time Spy em 1440p, com capacidade de executar jogos como Cyberpunk 2077, Shadow of the Tomb Raider e The Witcher 3 Remastered com taxas de quadros elevadas nessa resolução. A plataforma oferece suporte a tecnologias como ray tracing, DLSS 5, Multi Frame Generation, Reflex e G-SYNC.

Mesmo assim, alguns jogos ainda precisam de ajustes por dependerem de emulação de x86 sobre a plataforma Arm64. Por exemplo, Red Dead Redemption 2 travou ao usar Vulkan no teste, mas funcionou após a mudança para DirectX 12. O desempenho na exportação de vídeo também não superou o de placas dedicadas modernas: a exportação de H.264 em resolução Full HD levou 42.002 segundos, em comparação com 32.111 segundos em um dispositivo equipado com uma RTX 5060.

A inteligência artificial local é o uso mais evidente

O RTX Spark se destacou ainda mais em cargas de trabalho de inteligência artificial quantizada. No teste do Stable Diffusion 1.5 em INT8, marcou 11.294 pontos e concluiu a geração da imagem em 2,77 segundos, superando, no mesmo teste, dispositivos equipados com RTX 5060, RTX 5070 Ti e RTX 5080. Também apresentou baixos tempos até o primeiro token em modelos de linguagem como Phi e Llama 3.1 8B, embora as taxas sustentadas de decodificação tenham ficado atrás das de placas dedicadas com maior consumo de energia.

A memória unificada permite executar modelos grandes localmente. Nos testes, foram usados modelos como Qwen 3.8 27B e Gemma 4 31B, com a indicação de que é possível executar modelos de até 120 bilhões de parâmetros, dependendo da distribuição da memória. O benefício prático está em manter documentos, arquivos de áudio e propriedade intelectual no dispositivo durante tarefas de resumo ou automação, em vez de enviá-los para um serviço de nuvem.

O que muda para os usuários do Windows?

A Microsoft trabalhou com a NVIDIA para aprimorar o agendamento do Windows 11, o gerenciamento da memória unificada e a camada Prism. Também foi adicionado suporte ao TensorRT no Windows ML e suporte à renderização neural no DirectX 12. A Microsoft planeja disponibilizar posteriormente recursos do Copilot+ PC, como Windows Recall, Click To Do e Semantic Search, embora o RTX Spark seja classificado como Copilot+ PC e não ofereça esses recursos no lançamento.

A facilidade de uso continua sendo uma limitação importante. O teste do Hermes Agent foi bem-sucedido na execução de tarefas locais, como organizar a pasta de downloads e criar uma página da web, enquanto não foi possível executar o OpenClaw devido a uma falha na conexão com o gateway. O teste considera que as ferramentas de agentes locais podem confundir iniciantes, mesmo com as tentativas do Windows de simplificar a configuração.

Resultado editorial: o RTX Spark não é um substituto geral para qualquer notebook. É uma plataforma especializada que oferece aos dispositivos finos muita memória e forte aceleração para inteligência artificial local, com desempenho aceitável em jogos e edição de conteúdo. No entanto, o processador central é intermediário, a eficiência energética continua vinculada às decisões do fabricante e dispositivos Intel ou AMD com placas NVIDIA dedicadas podem custar menos. Por isso, seu valor fica mais claro para quem faz da execução local de modelos, do desenvolvimento de software ou do processamento de dados o centro de seu trabalho diário.

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Windows Central
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O que você precisa saber

O RTX Spark oferece um desempenho gráfico sólido e aceleração local de IA, com até 128 GB de memória unificada, mas não compete com os melhores processadores da Apple e da Qualcomm em desempenho de CPU. A plataforma parece mais adequada para desenvolvedores, criadores de conteúdo e usuários de modelos de IA locais, não como um computador portátil geral para todos.

  • O RTX Spark é baseado no chip N1X da NVIDIA e da MediaTek, com configurações de até 20 núcleos de CPU e 6144 núcleos gráficos Blackwell RTX.
  • O desempenho gráfico se aproximou do RTX 4070 em alguns testes, com suporte a ray tracing, DLSS 5 e Multi Frame Generation.
  • A memória unificada chegou a 128 GB, permitindo executar grandes modelos de IA localmente e reduzindo a necessidade de enviar dados para a nuvem.
  • O desempenho da CPU foi bom para o uso diário, mas ficou atrás do Apple M4 Max e do Snapdragon X2 Elite Extreme, especialmente no desempenho de núcleo único.
  • O consumo de energia variou entre 45 e 140 watts, e alguns jogos e aplicativos podem exigir ajustes por serem executados por meio de emulação de x86 em Arm64.
  • Recursos do Copilot+ PC, como Windows Recall, Click To Do e Semantic Search, estavam planejados para ser disponibilizados posteriormente e não estavam disponíveis no lançamento.

Perguntas frequentes

Para quem o RTX Spark é indicado?

É indicado principalmente para desenvolvedores, criadores de conteúdo e usuários que executam modelos de IA localmente ou processam dados confidenciais no dispositivo.

O RTX Spark compete com placas RTX dedicadas?

Seu desempenho gráfico se aproximou do RTX 4070 em alguns testes, mas não superou as placas dedicadas de maior consumo de energia em todas as cargas de trabalho, incluindo algumas tarefas de decodificação de modelos e exportação de vídeo.

Os recursos do Copilot+ PC estão disponíveis no lançamento?

O RTX Spark foi classificado como Copilot+ PC, mas Windows Recall, Click To Do e Semantic Search não estavam disponíveis no lançamento, e a Microsoft planeja disponibilizá-los posteriormente.

Jogos e aplicativos funcionam sem problemas?

O uso diário foi tranquilo, mas alguns jogos exigiram ajustes devido à emulação de x86 sobre Arm64; por exemplo, Red Dead Redemption 2 funcionou após a mudança de Vulkan para DirectX 12.

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