A empresa indiana "TATA Motors" anunciou a assinatura de um acordo com a "Amazon" para implantar mais de 3.000 caminhões de entrega elétricos através da rede de transporte da gigante do comércio na Índia. Este projeto, quando totalmente implementado, será a maior implantação de caminhões elétricos do seu tipo na Índia e representa o marco mais importante na expansão da frota elétrica da Amazon, indo além das operações tradicionais de última milha para incluir o transporte entre armazéns e corredores de carga principais.
Neste contexto, o Ministro de Indústrias Pesadas e Aço da Índia, Shri H. D. Kumaraswamy, declarou que a colaboração personifica o apoio governamental à transformação do setor de mobilidade e logística verde através de iniciativas como o programa "PM E-DRIVE", visando atender à demanda sustentável das redes de transporte com veículos fabricados localmente.
O que muda na prática na frota de carga?
A Amazon planeja expandir o uso de caminhões elétricos para incluir rotas de longa distância entre armazéns e corredores de carga principais em toda a Índia. Este passo baseia-se no sucesso anterior da empresa na operação de mais de 15.000 veículos elétricos em mais de 500 cidades indianas, como parte de seus planos para atingir a neutralidade de carbono líquido até 2040, investindo no desenvolvimento de infraestrutura e soluções de carregamento para parceiros de transporte e motoristas.
Especificações técnicas dos caminhões utilizados
O acordo baseia-se num modelo personalizado de caminhões "Tata Ultra E.7", um caminhão de aproximadamente 7,5 toneladas, equipado com um motor elétrico que gera uma potência de até 240 kW (equivalente a cerca de 320 cavalos). O caminhão obtém sua energia de um pacote de baterias com tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 96 kWh.
As capacidades operacionais do veículo incluem:
- Uma autonomia estimada de cerca de 130 quilômetros com uma única carga completa em condições de carga total.
- Capacidades de carregamento rápido baseadas em corrente contínua (DC) para garantir a continuidade operacional entre as tarefas de entrega nas operações urbanas e nos corredores de carga principais.