A United Launch Alliance está se aproximando do retorno do foguete Vulcan aos voos, com uma data não anterior a 29 de outubro de 2026 definida para o lançamento de uma missão da Amazon Leo, seguida por outra missão para a mesma rede ainda este ano. Se os propulsores de combustível sólido forem bem-sucedidos na missão, isso poderá abrir caminho para um aumento significativo no ritmo de lançamentos do Vulcan em 2027.
A Amazon Leo afirma que está trabalhando em dois lançamentos consecutivos usando o Vulcan neste ano. Rajeev Badyal, vice-presidente da Amazon Leo, explicou que a infraestrutura desenvolvida pela empresa com a ULA permite processar dois foguetes simultaneamente, com duas instalações operacionais de integração, cada uma contendo um foguete Vulcan em posição vertical, pronto para as missões.
Sucessos asiáticos e adiamento europeu
Na Coreia do Sul, o foguete Nuri foi bem-sucedido em seu quinto voo ao colocar cinco satélites em órbita, como parte da primeira constelação nacional de microssatélites para observação da Terra voltada à segurança nacional. Nove dos dez CubeSats secundários também foram lançados, enquanto o satélite PERSAT-02, desenvolvido pela startup Quaternion, não conseguiu se separar do foguete.
Esse foi o quarto sucesso consecutivo do Nuri após o fracasso de seu primeiro voo em 2021, elevando sua taxa geral de sucesso para 80%. Após o lançamento, o ministro da Ciência, Bae Kyung-hoon, comprometeu-se a continuar o apoio governamental aos lançamentos liderados pelo setor privado, no contexto da transição gradual da Coreia do Sul de um modelo conduzido pelo governo para uma indústria espacial mais comercial.
Em contrapartida, a empresa alemã HyImpulse adiou o segundo voo de seu foguete suborbital SR75 para a primavera de 2027, após anteriormente ter como meta o fim de 2026. A empresa atribuiu a nova data ao trabalho restante no âmbito do processo de licenciamento e às condições meteorológicas sazonais no local de SaxaVord, e não à prontidão do veículo. Esse será o primeiro lançamento do foguete a partir de território europeu e também transportará cargas comerciais pela primeira vez.
Os testes de reutilização continuam lentos
A Comissão Europeia prorrogou o prazo do projeto SALTO até o fim de 2026 para realizar o primeiro teste de salto em baixa altitude do veículo reutilizável Themis. O projeto, avaliado em 42,8 milhões de euros e liderado pela ArianeGroup no âmbito de um programa administrado pela Agência Espacial Europeia, tem como objetivo testar a decolagem e o pouso, seguidos de um novo lançamento. O prazo original havia sido definido para novembro de 2025.
A empresa alemã Rocket Factory Augsburg também nomeou Alexander Dahm como diretor executivo, sucedendo Indulis Kalnins, para conduzir a empresa rumo ao primeiro voo orbital do foguete RFA ONE. Isso ocorre após a perda do primeiro estágio durante um teste de ignição estática em 2024.
Desafios operacionais e de segurança ao redor das plataformas de lançamento
A SpaceX cancelou uma tentativa de lançamento do Falcon 9 no último minuto da contagem regressiva, durante a transição do foguete para a sequência automática de início da operação, sem anunciar o motivo do cancelamento. A missão tinha como objetivo lançar um novo lote de satélites de comunicações da Space Development Agency para a órbita terrestre baixa. Após o cancelamento de outra tentativa em 6 de outubro, a empresa pretende realizar o lançamento em uma data não anterior a 10 de outubro, usando o propulsor B1103 em seu sexto voo.
Na Cape Canaveral Space Force Station, está sendo preparado um sistema de defesa de energia direcionada para desativar drones que invadam o espaço aéreo do local. Essa abordagem é especialmente importante em uma instalação que abriga operações da SpaceX, da United Launch Alliance, da Blue Origin e da Relativity Space, porque a interferência tradicional nas radiofrequências pode afetar as espaçonaves.
Por que esta notícia é importante?
Esses acontecimentos mostram que a expansão da economia espacial não depende apenas do desenvolvimento de foguetes, mas também do aumento da taxa de lançamentos, da disponibilização de uma infraestrutura de processamento paralelo, da demonstração da viabilidade da reutilização e da proteção dos locais de lançamento. Embora os planos da Amazon Leo indiquem uma demanda comercial crescente por serviços de lançamento, os adiamentos e os cancelamentos durante a contagem regressiva revelam que a prontidão regulatória, operacional e de segurança continua sendo um fator decisivo para transformar planos em voos regulares.