Espaço e tecnologias espaciais

A empresa espacial japonesa Letara capta US$ 16 milhões para expandir sistemas de propulsão para a defesa

A startup japonesa Letara captou 2,6 bilhões de ienes, cerca de US$ 16 milhões, para expandir sua tecnologia de foguetes híbridos de propulsores para pequenos satélites para sistemas maiores voltados aos setores espacial, de defesa e de segurança. A empresa se prepara para realizar um teste operacional em órbita com um parceiro estrangeiro antes de avançar para uma produção comercial escalável.

2026-08-21
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فريق تحرير certi.news
A empresa espacial japonesa Letara capta US$ 16 milhões para expandir sistemas de propulsão para a defesa

A startup espacial japonesa Letara captou um novo financiamento de 2,6 bilhões de ienes, ou cerca de US$ 16 milhões, para expandir suas atividades do desenvolvimento de propulsores para pequenos satélites para sistemas de foguetes maiores voltados aos mercados espacial, de defesa e de segurança. Shota Hirai, co-CEO da empresa, afirmou que o financiamento ajudará a Letara a passar da prova de tecnologia para o desenvolvimento de sistemas de foguetes híbridos destinados a múltiplas aplicações.

A rodada ocorre em um momento em que o Japão amplia significativamente os investimentos no setor espacial e flexibiliza as restrições relacionadas às exportações de defesa, como parte dos esforços para construir uma indústria aeroespacial doméstica capaz de competir globalmente. A Letara foi fundada em 2020 após ser desmembrada da Universidade de Hokkaido, onde os co-CEOs Landon Thomas Camps e Hirai iniciaram suas pesquisas sobre propulsão de foguetes.

Financiamento para ampliar o alcance da tecnologia

A rodada foi liderada pela Headline Asia, pela JIC Venture Growth Investment e pelo Incubate Fund, com a participação dos investidores estratégicos NES (Networked Energy Services) Corporation, da Toyoda Gosei, subsidiária do Grupo Toyota, e do fundo de investimento Frontier Innovations, administrado pela Frontier Innovations e apoiado pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial JAXA.

No início, a Letara se concentrava no desenvolvimento de propulsores para satélites, mas agora tem como alvo fabricantes e operadores de satélites, empresas de lançamento e governos. A empresa considera que os satélites comerciais representam o maior mercado para sistemas de propulsão em órbita, enquanto a demanda governamental japonesa por sistemas de foguetes está crescendo. A Letara afirmou que já recebeu pedidos de empresas de foguetes e satélites e do governo japonês, sem divulgar o valor desses contratos.

Como funciona a tecnologia da Letara?

A empresa utiliza um projeto de foguete híbrido que separa o combustível sólido do oxidante líquido necessário à combustão. O combustível sólido é produzido com materiais disponíveis e de baixo custo, como plástico e borracha. Em seguida, a Letara utiliza um processo de fabricação próprio para misturar, moldar e compactar esses materiais, com o objetivo de garantir uma ignição confiável e uma combustão consistente.

A empresa afirma que essa abordagem pode proporcionar maior empuxo e menos desperdício em comparação com projetos híbridos tradicionais que utilizam cera de parafina, mais cara. A tecnologia se concentra em resolver três problemas que limitaram a disseminação da propulsão híbrida: alcançar empuxo suficiente, manter o desempenho e controlar o processo de combustão.

O que muda na prática?

A Letara pretende utilizar a tecnologia em veículos de lançamento e sistemas de propulsão para veículos espaciais maiores, incluindo veículos que precisam se deslocar da órbita terrestre baixa para a órbita geoestacionária. Hirai explicou que essas missões exigem alto empuxo, especialmente para atravessar rapidamente o cinturão de radiação de Van Allen, ao mesmo tempo que cresce a demanda por veículos de lançamento.

A empresa não atua em um mercado sem concorrência: empresas como a japonesa Interstellar Technologies, a chinesa Galactic Energy, a sul-coreana InnoSpace e a singapuriana Equatorial Space desenvolvem tecnologias de propulsão de foguetes híbridos. As alemãs HyImpulse e Gilmour Space, da Austrália, além de outras empresas americanas, também trabalham em sistemas concorrentes de propulsão e lançamento.

O próximo passo antes da expansão comercial

A próxima grande etapa consiste em realizar um teste de ignição do sistema em órbita, em colaboração com um parceiro fora do Japão. Depois disso, a Letara precisará construir um processo de fabricação repetível, apoiado por controles de qualidade e uma cadeia de suprimentos confiável para o combustível e os tanques, para que possa produzir em maior escala.

A empresa também vê a possibilidade de utilizar plástico reciclado como combustível no futuro, mas explicou que essa opção exige mais testes e desenvolvimento. Isso significa que o novo financiamento amplia o escopo das aplicações visadas, mas não elimina os desafios técnicos e de fabricação que precisam ser superados antes que as pesquisas e as demonstrações experimentais da empresa se transformem em uma atividade comercial de grande escala.

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TechCrunch Startups
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