Tecnologias médicas

Turquia testa cirurgia robótica remota a bordo do navio TCG Anadolu via 5G

A Turquia testou, a bordo do navio militar TCG Anadolu, um sistema de cirurgia robótica baseado em conexão 5G e na orientação de médicos da Universidade de Kocaeli, como parte de um projeto destinado a desenvolver operações cirúrgicas remotas no mar. O teste atual foi limitado a um modelo de órgão e registrou um tempo de resposta de cerca de 135 milissegundos.

2026-08-21
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certi.news
Turquia testa cirurgia robótica remota a bordo do navio TCG Anadolu via 5G

A Turquia testou pela primeira vez, dentro de um navio militar, um sistema que permite realizar cirurgia robótica com apoio médico remoto por meio da tecnologia 5G. O teste ocorreu a bordo do TCG Anadolu, durante o TEKNOFEST Mavi Vatan, no Comando do Estaleiro de Gölcük. Não se tratou de um procedimento em um paciente, mas de uma aplicação inicial em um modelo de órgão, representando uma etapa de um projeto com duração de 1,5 ano para desenvolver a cirurgia remota em ambientes marítimos.

O projeto tem como objetivo permitir que equipes médicas em terra ofereçam consultas e orientação, chegando, em etapas posteriores, à realização de operações robóticas remotas a bordo do navio. De acordo com as declarações citadas no material, a Turquia se prepara para se tornar o primeiro país a realizar esse tipo de cirurgia dentro de um navio militar com capacidade médica de nível Rol-2, mas essa descrição está relacionada ao processo de desenvolvimento do projeto e não à conclusão de um procedimento humano remoto até o momento.

O que as equipes médicas testaram?

O robô cirúrgico localizado a bordo do TCG Anadolu foi conectado a outro robô no Hospital da Universidade de Kocaeli. Na etapa atual, médicos do hospital ofereceram orientação remota ao cirurgião presente no navio, prática conhecida como tele-mentoring, ou seja, orientação ou troca de experiência durante a realização do procedimento, e não uma cirurgia remota totalmente autônoma.

Os participantes disseram que o projeto inclui etapas graduais, começando pelas consultas médicas remotas, passando pela orientação e pelo monitoramento durante o procedimento, depois pela cirurgia robótica experimental e, antes da transição para operações remotas. As possíveis aplicações incluem cirurgias da vesícula biliar, do apêndice e alguns procedimentos de ginecologia e obstetrícia, segundo as declarações.

Tempo de resposta e o desafio marítimo

O teste registrou um tempo de resposta de cerca de 135 milissegundos, enquanto foi informado que as operações pela rede 5G puderam ser realizadas com uma latência inferior a 200 milissegundos. Isso significa que o movimento do dispositivo de controle no local onde está o médico é sincronizado com o movimento do instrumento cirúrgico no navio, com uma diferença de tempo limitada, um fator essencial em qualquer uso de cirurgia remota.

O desafio adicional está no ambiente marítimo, onde os navios ficam sujeitos a vibrações e acelerações causadas pelo movimento dos motores e das ondas. Os participantes explicaram que o projeto do TCG Anadolu ajuda a reduzir essas vibrações, proporcionando um ambiente mais adequado para testar o sistema em comparação com um navio militar tradicional.

Por que esse avanço é importante?

O TCG Anadolu dispõe de uma unidade médica com 32 leitos, uma unidade de terapia intensiva com 8 leitos, uma unidade avançada para tratamento de queimaduras, duas salas de cirurgia, uma unidade odontológica, além de sistemas de imagem, banco de sangue e laboratório. Por isso, a cirurgia robótica apoiada por equipes em terra pode acrescentar um novo nível ao atendimento médico oferecido às tripulações e aos soldados durante missões distantes.

Entretanto, a transição da orientação remota para a cirurgia completa exige etapas adicionais de testes. O professor doutor Önder Kara, da Universidade de Kocaeli, afirmou que o próximo passo consiste em utilizar duas unidades de controle conectadas para realizar uma cirurgia remota em um modelo animal e, posteriormente, avançar para um modelo humano vivo.

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Anadolu Agency Technology
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