Espaço e tecnologias espaciais

Plataforma estratosférica aérea atravessa o Oceano Pacífico para testar o conceito de torres de telecomunicações celestes

Uma plataforma aérea não tripulada completou um voo do Novo México ao Japão e de volta em uma viagem de um mês, para testar sua capacidade de atuar como uma torre de celular voadora para serviços de emergência e telecomunicações.

2026-10-19
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certi.news
Plataforma estratosférica aérea atravessa o Oceano Pacífico para testar o conceito de torres de telecomunicações celestes

A empresa americana de tecnologia espacial Sceye concluiu um voo de teste bem-sucedido com duração de um mês inteiro, no qual sua plataforma aérea preenchida com hélio percorreu uma distância superior a 30 mil quilômetros de ida e volta entre a base da empresa no estado do Novo México e a ilha de Shikoku, no Japão. O principal objetivo desta missão, denominada Service Test 1, é testar a eficiência da plataforma em atuar como uma torre de rede móvel na estratosfera.

Capacidades técnicas e operacionais da plataforma

A plataforma, que mede 270 pés de comprimento, conta com painéis solares montados na parte superior e baterias integradas, permitindo-lhe operar a uma altitude de aproximadamente 60 mil pés, acima da corrente de jato e do tráfego aéreo, 24 horas por dia, sem interrupção. Graças ao seu sistema de navegação autônomo e à capacidade de carregar cargas úteis superiores a 220 libras e fornecer até 1 quilowatt de energia a bordo, esta plataforma consegue permanecer sobre a área de operação por longos períodos e enfrentar condições climáticas severas, incluindo a temporada de tufões.

Cooperação com a SoftBank e testes de telecomunicações

Durante sua parada no Japão, a empresa colaborou com a gigante japonesa de telecomunicações SoftBank Corp para simular o fornecimento de cobertura de celular de emergência em casos de grandes desastres, como terremotos. As equipes de trabalho desativaram a cobertura celular terrestre e a substituíram pela transmissão proveniente da plataforma, conseguindo realizar chamadas de voz, enviar mensagens de texto, navegar na internet, transmitir vídeos do YouTube, além de dar suporte a sistemas de alerta precoce de emergência e ao uso de drones pilotados remotamente por meio da rede 4G LTE da plataforma.

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Por que esta notícia importa?

Esta conquista representa um passo avançado em direção à criação de alternativas flexíveis e resistentes às falhas tradicionais que afetam cabos de fibra óptica submarinos ou torres de comunicação terrestres durante desastres naturais ou atos de sabotagem deliberados. A tecnologia também abre portas para o fornecimento de internet de alta velocidade a áreas remotas e para o preenchimento de lacunas nas futuras redes de sexta geração (6G), conectando estações estratosféricas a satélites de órbita baixa (LEO) por meio de comunicações ópticas a laser.

Desafios e próximos passos

A empresa e seus parceiros planejam realizar testes de maior duração, variando de três a seis meses e possivelmente de um ano inteiro no futuro próximo, com o objetivo de fornecer cobertura celular regular e contínua para áreas onde a instalação de cabos de fibra óptica é economicamente inviável, além de aprimorar as capacidades de busca e salvamento com o uso de câmeras e sensores aerotransportados.

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