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China lança uma nova leva de satélites «Guowang» dias após a falha do foguete Long March 7A

A China lançou com sucesso um foguete Long March 12 transportando a vigésima quarta leva operacional de satélites da constelação «Guowang», menos de uma semana após a falha do Long March 7A. Também lançou um foguete Long March 2C com um satélite experimental emiradense de observação da Terra, elevando para 59 o número de lançamentos chineses em 2026.

2026-08-17
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فريق تحرير certi.news
China lança uma nova leva de satélites «Guowang» dias após a falha do foguete Long March 7A

A China lançou com sucesso um foguete Long March 12 em 16 de agosto de 2026, transportando uma nova leva de satélites de comunicações da constelação «Guowang» em órbita terrestre baixa, menos de uma semana após a falha do foguete Long March 7A. Em seguida, um foguete Long March 2C lançou um satélite experimental emiradense de observação da Terra, em duas missões que refletem a continuidade da atividade espacial chinesa apesar da indisponibilidade de um dos principais foguetes.

Nova leva da constelação Guowang

O Long March 12 decolou às 12h10 da manhã, horário do leste dos Estados Unidos, ou 04h10 no horário universal, da segunda plataforma do Centro Comercial de Lançamento de Veículos Espaciais de Hainan, no sul da China. A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC) anunciou o sucesso da missão e revelou que a carga era composta por novos satélites destinados à constelação «Guowang».

A missão representa a vigésima quarta leva operacional lançada para a constelação, elevando para 195 o número de seus satélites em órbita, sem contar os satélites experimentais associados ao programa. Segundo os planos anunciados, a «Guowang» pretende colocar cerca de 13 mil satélites em órbita terrestre baixa, mas a CASC não divulgou detalhes ou imagens dos satélites transportados nesta missão.

A missão foi operada pela China Commercial Rocket, subsidiária da CASC conhecida pela sigla CACL, uma entidade diferente da China Rocket Co., que administra a série de foguetes sólidos Jielong. Este foi o sétimo lançamento da versão padrão descartável do Long March 12. A CASC também opera as versões Long March 12A, movida a metano e oxigênio líquido, e Long March 12B, movida a querosene e oxigênio líquido; ambas alcançaram a órbita em seu primeiro voo, sem que nenhum primeiro estágio tenha sido recuperado até agora.

O que significa o lançamento após a falha do Long March 7A?

O Long March 12 utiliza motores YF-100K, da mesma família associada ao foguete Long March 7A. Por isso, o sucesso do novo lançamento indica que a falha que causou o fracasso do 7A em 10 de agosto pode não estar relacionada ao motor, embora a fonte não apresente uma conclusão final da investigação.

Espera-se que a suspensão do Long March 7A afete os planos e o cronograma dos lançamentos destinados à órbita geoestacionária e às órbitas relacionadas a ela. As consequências também podem se estender ao Long March 3B, pois esse foguete herdou seu terceiro estágio do 7A e havia retornado recentemente ao serviço após uma falha ocorrida em janeiro.

Relatórios locais também destacaram a rapidez na preparação da plataforma de Hainan; ela passou de dar suporte a um foguete de cinco metros de diâmetro para o Long March 12, de diâmetro menor, depois de ter recebido o histórico voo do Long March 10B no início de julho. O Long March 12 ocupou a plataforma por apenas 2,5 dias antes do lançamento.

Satélite emiradense experimental de observação da Terra

Mais tarde, em 16 de agosto no horário do leste dos Estados Unidos, a China lançou do Centro de Taiyuan, no norte do país, um foguete Long March 2C às 23h02, ou 03h02 no horário universal de 17 de agosto. O foguete transportou para a órbita um satélite emiradense chamado «Satellite for Earth Observation», ou SEO, segundo a China Great Wall Industry Corporation, subsidiária da CASC responsável por facilitar contratos de lançamento internacionais.

O satélite tem como objetivo desenvolver tecnologias espaciais avançadas e fornecer dados e conhecimentos que apoiem a proteção ambiental, a gestão dos recursos naturais e o aprimoramento do planejamento e da tomada de decisões. É um projeto do Centro Nacional de Ciência e Tecnologia Espacial da Universidade dos Emirados Árabes Unidos, em cooperação com a Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos e parceiros chineses.

Os dois lançamentos foram, respectivamente, o octogésimo quinto? Não, o quinquagésimo oitavo e o quinquagésimo nono da China em 2026, enquanto o país pretende realizar mais de 100 lançamentos neste ano. A Zhuque-3 poderá tentar realizar um lançamento e uma recuperação nos dias seguintes, enquanto os foguetes Pallas-1 da Galactic Energy poderão aparecer pela primeira vez na Área de Inovação Comercial de Jiuquan.

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