Espaço e tecnologias espaciais

A HEO austral permite usar satélites da Planet para fotografar objetos no espaço

A HEO assinou um acordo com a Planet para usar satélites SkySat de alta resolução na captura de imagens de veículos e objetos espaciais, em vez de se limitar à observação da Terra. Inicialmente, as imagens estarão disponíveis para clientes governamentais da HEO nos Estados Unidos devido a restrições de licenciamento.

2026-08-17
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فريق تحرير certi.news
A HEO austral permite usar satélites da Planet para fotografar objetos no espaço

A empresa australiana HEO anunciou um acordo com a Planet que lhe permite direcionar satélites SkySat de alta resolução para capturar imagens de veículos espaciais e outros objetos espaciais, em uma missão conhecida como imageamento não terrestre, ou NEI. Em vez de usar esses satélites para observar a superfície da Terra quando estiverem disponíveis para isso, a HEO poderá encarregá-los de fotografar objetos em órbita.

As duas empresas revelaram a parceria em 17 de agosto, sem anunciar os termos financeiros. Na primeira fase, as imagens SkySat resultantes das missões de imageamento não terrestre estarão disponíveis apenas para clientes governamentais da HEO nos Estados Unidos, devido a questões relacionadas ao licenciamento.

O que a parceria acrescenta na prática?

A HEO depende de satélites de observação da Terra pertencentes a outras empresas para fotografar veículos espaciais e, em seguida, utiliza sua experiência analítica para interpretar essas imagens. Com a adição dos satélites SkySat, a empresa terá acesso a mais de 50 sensores em órbita, a maioria pertencente a empresas que atuam na observação da Terra.

A ideia da HEO é distribuir os dispositivos de imageamento por vários locais e órbitas, em vez de depender de satélites grandes e caros dedicados exclusivamente a essa missão. Will Crow, diretor executivo da empresa, afirmou que ter a câmera no lugar e no momento certos aumenta as chances de capturar a imagem desejada de um objeto de interesse.

Por que esse avanço é importante?

A parceria concede à HEO uma capacidade mais ampla de imageamento orbital ao aproveitar uma infraestrutura já existente e também apoia o monitoramento de atividades que podem ser difíceis de avaliar a partir da Terra. John Powers, gerente-geral da Planet Federal, afirmou que a integração da constelação SkySat de alta resolução com a experiência analítica da HEO pretende oferecer uma capacidade rápida e escalável para fotografar objetos em órbita.

A HEO utiliza esse tipo de imagem em casos que incluem ajudar a identificar satélites lançados em grupos em missões de lançamento compartilhado, além de estudar um satélite Starlink da SpaceX que apresentou uma falha. As imagens mostraram que o satélite girava de forma instável, mas ainda não havia se desintegrado.

Do governo ao uso comercial

A HEO estima que 90% de seus negócios venham de clientes governamentais, contra 10% de clientes comerciais, e por isso não considera que restringir inicialmente as imagens SkySat ao governo dos Estados Unidos represente um grande obstáculo. Crow espera que as imagens sejam posteriormente disponibilizadas a clientes comerciais, considerando que o interesse comercial pelo imageamento não terrestre está crescendo, embora ainda esteja em uma fase inicial.

Ele acrescentou que a parceria poderá ser ampliada futuramente para incluir os outros dois satélites da Planet, Pelican e Dove, além do SkySat, sem especificar uma data para isso.

O caminho da HEO rumo ao monitoramento contínuo

No início do ano, a HEO adquiriu seu primeiro satélite, o Continuum-1, construído pela Satellogic e lançado há três anos com o nome NewSat-34. O satélite permite que a empresa passe de um modelo de encarregar o satélite de capturar imagens sob demanda para o monitoramento regular de objetos de interesse, possibilitando comparar imagens anteriores a determinado evento com imagens posteriores a ele.

A HEO também anunciou planos de usar o Continuum-1 para realizar um experimento de operações de encontro e manobra próximo a um corpo de foguete desativado em órbita terrestre baixa, aproximando-se dele a uma distância de dezenas de quilômetros. O sucesso do experimento demonstraria a possibilidade de usar essas manobras para obter imagens mais contínuas de objetos espaciais.

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