Robótica e automação

Volvo utiliza tecnologias da Nvidia para desenvolver condução automatizada sem tocar no volante até 2030

A Volvo planeja lançar um sistema de condução automatizada de nível Level 2++ que permitirá condução sem as mãos e navegação de um ponto a outro em estradas locais antes do fim da década, com base nas plataformas Nvidia Hyperion e Alpamayo. O sistema dependerá de chips e sensores adicionais e de modelos de inferência para lidar com semáforos, cruzamentos e ambientes urbanos complexos, sem lidar em sua versão atual.

2026-10-15
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certi.news
Volvo utiliza tecnologias da Nvidia para desenvolver condução automatizada sem tocar no volante até 2030

A Volvo está ampliando sua parceria com a Nvidia para desenvolver um sistema de condução automatizada que permitirá ao motorista soltar o volante e navegar de um ponto a outro em estradas locais, com lançamento previsto para antes do fim da década e, de acordo com o plano anunciado, até 2030. O sistema é classificado como Level 2++, o que significa que o carro assume tarefas de condução em condições complexas, mas o motorista continua responsável pela supervisão e pela intervenção quando necessário.

Capacidades de condução planejadas

A Volvo afirma que o sistema será capaz de lidar com semáforos, sinais de parada e conversões à esquerda não protegidas, além de diversas condições de condução urbana, sem controle direto e contínuo do motorista. Essas funções o aproximam do sistema Full Self-Driving (Supervised) da Tesla, embora a classificação permaneça dentro da condução assistida, e não da condução autônoma sem supervisão.

O sistema será baseado na plataforma Nvidia Hyperion, que reúne hardware computacional de alto desempenho e um conjunto de sensores instalados ao redor do carro. A Volvo também utilizará o software Nvidia Alpamayo, que se baseia em modelos descritos como capazes de realizar inferências para compreender condições complexas da estrada e determinar quando o carro deve virar, frear ou acelerar.

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O design atual não incluirá sensores lidar, embora eles possam ser adicionados no futuro caso a Volvo decida fazê-lo. A empresa havia planejado anteriormente incluir esses sensores em alguns de seus modelos, mas essa estratégia recuou após a falência de sua fornecedora Luminar.

O que muda na prática?

A Volvo aposta na integração de sua experiência em sistemas de segurança com as tecnologias da Nvidia, em vez de depender apenas das capacidades de sensoriamento e do software. Alwin Bakkenes, chefe global de engenharia de software da Volvo Cars, afirmou que a empresa também contribuirá com sistemas próprios para compreender o motorista, analisando seu comportamento em um grau maior do que os sistemas básicos de monitoramento de atenção.

A Volvo acrescenta a isso uma tecnologia de segurança conectada, que permite aos carros trocar informações sobre riscos e condições futuras da estrada, como obras. Essa participação pode ampliar o alcance da percepção do sistema para além do que os sensores de um único carro conseguem detectar, mas não elimina a necessidade de avaliar o desempenho do sistema em condições reais nem a responsabilidade do motorista pela supervisão.

Contexto e limitações em aberto

O plano surge após o revés do projeto Ride Pilot, um sistema de condução de nível Level 3 que deveria funcionar sem supervisão contínua, mas que a Volvo acabou deixando de lado na prática nos Estados Unidos por não obter as aprovações regulatórias necessárias. Por isso, a escolha de um sistema Level 2++ representa um caminho menos ambicioso do que a condução autônoma completa, mas ainda exige clareza sobre os limites de operação e os requisitos de atenção do motorista.

A Volvo afirma que o sistema chegará a toda a sua linha de carros, dos modelos básicos aos luxuosos, mas não especificou quais modelos o receberão primeiro. A empresa também não forneceu uma data precisa, limitando-se a confirmar que ele será lançado antes do fim da década.

Dimensão comercial

A Nvidia considera que a condução de um ponto a outro pode ter mais valor comercial do que sistemas de assistência limitados a rodovias. A parceria oferece às duas partes a oportunidade de desenvolver serviços de software contínuos associados ao carro, mas a fonte não especifica o modelo de assinatura, os preços ou os primeiros mercados nos quais a função estará disponível.

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O que você precisa saber

A Volvo está trabalhando com a Nvidia em um sistema de condução automatizada de nível Level 2++ que permite dirigir sem tocar no volante e navegar de um ponto a outro em vias locais, com lançamento previsto antes do fim da década e até 2030, de acordo com o plano anunciado. O motorista continuará responsável pelo monitoramento e pela intervenção, e o projeto atual não incluirá sensores lidar.

  • O sistema utiliza as plataformas Nvidia Hyperion e Nvidia Alpamayo, além de chips, sensores e modelos de inferência para compreender as condições da estrada.
  • O objetivo é lidar com semáforos, sinais de parada, conversões à esquerda não protegidas e diversos ambientes urbanos.
  • A classificação Level 2++ significa que o sistema auxilia na condução sem eliminar a responsabilidade do motorista pela supervisão e pela intervenção.
  • O projeto atual não inclui sensores lidar, embora eles possam ser adicionados futuramente.
  • A Volvo afirma que o sistema chegará à sua linha completa de veículos, mas ainda não especificou os primeiros modelos, mercados ou preços.
  • O plano vem após o projeto Ride Pilot, de nível Level 3, ter sido deixado de lado nos Estados Unidos por não obter as aprovações regulatórias necessárias.

Perguntas frequentes

Os carros da Volvo se tornarão totalmente autônomos?

Não. O sistema é classificado como Level 2++, portanto o motorista continuará responsável pela supervisão e pela intervenção quando necessário.

Quando a Volvo planeja lançar o sistema?

A Volvo pretende lançá-lo antes do fim da década e até 2030, de acordo com o plano anunciado, sem especificar uma data exata.

O sistema usará sensores lidar?

O projeto atual não inclui sensores lidar, embora eles possam ser adicionados futuramente.

Em quais plataformas a Volvo se baseia?

O sistema utiliza a Nvidia Hyperion para hardware e sensores, e a Nvidia Alpamayo para software e modelos capazes de realizar inferência.

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