Carros elétricos

China proíbe maçanetas ocultas de portas de carros elétricos a partir de 2027

A China aprovou uma nova política de segurança que proíbe maçanetas externas e internas ocultas ou embutidas em veículos elétricos e exige o uso de mecanismos de abertura mecânicos para facilitar o acesso aos veículos em situações de emergência. As montadoras talvez precisem modificar seus designs em outros mercados caso órgãos reguladores da Europa e dos Estados Unidos adotem regras semelhantes.

2026-02-02
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فريق تحرير certi.news
China proíbe maçanetas ocultas de portas de carros elétricos a partir de 2027

A China aprovou uma proibição das maçanetas ocultas e embutidas em carros elétricos, em uma medida destinada a garantir que os veículos possam ser abertos manualmente durante acidentes ou quando houver perda de energia. As regras estão previstas para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, com um período de transição até 2029 para os modelos que já tiverem obtido homologação.

Os novos requisitos abrangem carros elétricos e outros veículos vendidos na China, que precisarão ter maçanetas externas e internas equipadas com mecanismos de liberação mecânicos. As regras também exigem a existência de um espaço embutido suficiente para segurar com a mão, além de pequenas sinalizações dentro da cabine que expliquem como abrir as portas e onde ficam as maçanetas.

Preocupações relacionadas ao acesso ao veículo

As maçanetas embutidas e eletrônicas se disseminaram amplamente depois de serem adotadas em carros como o Tesla Model S, pois seu design ajudava a reduzir o arrasto aerodinâmico e, consequentemente, a melhorar a eficiência dos carros elétricos, além de conferir uma aparência futurista. O design logo foi adotado por outras empresas e modelos, especialmente à medida que alguns fabricantes passaram a eliminar as conexões mecânicas e depender de interruptores eletrônicos.

Mas essa tendência gerou preocupações crescentes quando as maçanetas não conseguem sair ou abrir as portas depois que o veículo perde energia. Os passageiros podem ter dificuldade para entrar ou sair do veículo após uma colisão, e os primeiros socorristas também podem enfrentar dificuldades para acessar a cabine durante operações de resgate.

De acordo com as investigações mencionadas pela fonte, relatos apresentados a órgãos americanos de segurança viária registraram mais de 140 reclamações de consumidores sobre maçanetas de portas em diferentes modelos da Tesla, e a Bloomberg relacionou o problema a 15 mortes no trânsito. Outras empresas, incluindo Ford e Fisker, também tiveram de emitir recalls por causa de maçanetas eletrônicas defeituosas ou pouco confiáveis.

Na China, segundo relatos, falhas de energia impediram equipes de resgate de abrir as portas de dois carros elétricos da Xiaomi, o que levou à morte dos passageiros em dois incêndios. Isso levou alguns proprietários de carros da Tesla a carregar ferramentas que os ajudassem a sair em caso de incêndio, ou a acrescentar cordas e modificações às maçanetas.

Possível impacto fora da China

Embora as novas regras se apliquem ao mercado chinês, o tamanho desse mercado e sua influência na indústria automobilística global podem levar as empresas a adotar designs semelhantes em outras regiões. A Bloomberg estimou que a modificação de modelos existentes e de outros em desenvolvimento na China poderá impor às montadoras custos de até dezenas de milhões de dólares.

É esperado que empresas como a Tesla sofram os efeitos da decisão, enquanto alguns fabricantes já trabalham para aprimorar os mecanismos de abertura. Franz von Holzhausen, chefe de design da Tesla, afirmou que a empresa fará ajustes nas maçanetas internas das portas para facilitar o uso dos mecanismos de liberação mecânicos, enquanto a Volvo segue uma abordagem semelhante.

A extensão da mudança poderá aumentar se os órgãos reguladores europeus e americanos endurecerem suas regras. A fonte menciona um projeto de lei americano chamado SAFE Exit Act, apresentado no mês anterior, com o objetivo de promover a criação de padrões federais para maçanetas eletrônicas.

O autor do artigo considera que os ganhos de eficiência e a aparência moderna talvez não justifiquem os riscos associados à dificuldade de abrir as portas, citando uma experiência pessoal com maçanetas de um Kia EV6, que podem congelar no inverno, e a dificuldade de uso por passageiros que sofrem de artrite. O artigo também cita a deputada americana Robin Kelly, que afirmou que colocar os lucros ou o design acima da segurança das pessoas transforma essa tecnologia de inovação em fracasso de segurança.

Fonte da notícia
InsideEVs - Technology
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