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CEO do Instagram nega ter ocultado informações negativas sobre os danos da plataforma aos jovens

Adam Mosseri, CEO do Instagram, negou durante seu depoimento em uma ação movida por 29 estados americanos contra a Meta que a empresa tenha ocultado deliberadamente informações negativas sobre seus produtos e seu impacto sobre menores de idade. O tribunal analisa acusações relacionadas ao design dos produtos de forma que possa aumentar a dependência deles e a possíveis danos à saúde mental dos jovens.

2026-08-26
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certi.news
CEO do Instagram nega ter ocultado informações negativas sobre os danos da plataforma aos jovens

Adam Mosseri, CEO do Instagram, negou acusações de que a Meta tenha ocultado do público informações negativas sobre seus produtos, durante seu depoimento perante um tribunal federal no estado da California, em uma ação liderada por 29 estados americanos contra a empresa.

A ação analisa se os produtos da Meta foram projetados de forma a incentivar o uso dependente entre os jovens e se isso teria contribuído para problemas que incluem ansiedade e depressão, chegando a pensamentos ou casos de suicídio, conforme relatado pela Anadolu Agency, com base em uma reportagem do jornal The Guardian. Essas acusações não representam uma decisão final contra a empresa, pois o julgamento ainda está em andamento.

O que Mosseri disse perante o tribunal?

Mosseri respondeu às perguntas relacionadas à acusação de que a Meta teria ocultado informações negativas, afirmando que não tenta incentivar sua equipe a esconder nada. No entanto, ao responder por que a empresa não publicou dados relacionados à redução no uso de recursos de segurança voltados aos jovens, explicou que a empresa não publica todas as estatísticas que possui.

Essa resposta é diretamente importante para o caso, porque a disputa não se limita à existência ou não de ferramentas de segurança, mas também envolve a natureza dos dados que a empresa escolhe divulgar ao público e até que ponto é suficiente informar sobre o uso e a eficácia dessas ferramentas. A avaliação sobre se esse nível de divulgação atende aos requisitos legais fará parte da análise do tribunal.

Uma ação com múltiplas frentes

As acusações da California, Colorado, Kentucky e New Jersey baseiam-se nas leis dos estados, enquanto as acusações dos outros 25 estados se apoiam em leis federais. A matéria informou que as acusações de “design e dependência” dos 25 estados serão analisadas posteriormente em sessões separadas.

Espera-se que o julgamento dure semanas, com depoimentos de executivos, funcionários atuais e antigos e especialistas em psicologia. Um ex-funcionário da Meta também já acusou a empresa de priorizar interesses financeiros em detrimento da segurança das crianças, uma narrativa rejeitada pela empresa e analisada pelo tribunal no contexto das provas e dos depoimentos apresentados.

O que pode mudar na prática?

O júri neste caso tem apenas um papel consultivo, enquanto a juíza Yvonne Gonzalez Rogers será responsável por emitir a decisão final sobre a responsabilidade da Meta e quaisquer multas ou medidas que possam ser impostas à empresa. Segundo a matéria, a decisão poderá afetar ações semelhantes em outros estados e levar a Meta a mudar a forma de operação do Facebook e do Instagram.

A Meta afirmou que perder a ação poderia sujeitá-la a penalidades de até 1,4 trilhão de dólares, valor descrito pela matéria como próximo do valor de mercado da empresa e sem precedentes na história do direito. No entanto, o resultado final e a dimensão de qualquer penalidade ou mudança operacional continuam sendo questões em aberto até o fim do julgamento e a decisão da juíza.

A leitura editorial da certi.news

A informação mais importante aqui não é apenas a negação das acusações pelo CEO, mas a transferência do debate para a forma como as plataformas são projetadas, a medição de seus riscos para menores de idade e a divulgação dos resultados dos recursos de segurança. Se o tribunal concluir que a Meta é responsável, o caso poderá se tornar uma referência prática para a forma de avaliar o design das plataformas de redes sociais e os dados que as empresas de tecnologia fornecem sobre a proteção das crianças. Na fase atual, porém, a fonte não comprova que o tribunal tenha decidido qualquer uma dessas alegações.

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Anadolu Agency Technology
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