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LG Energy Solution: a produção em larga escala continua sendo o maior obstáculo para as baterias de estado sólido

A LG Energy Solution considera que as baterias de estado sólido podem chegar primeiro aos telefones, drones e aplicações especializadas, antes de serem usadas amplamente em veículos elétricos. A empresa afirma que o desafio decisivo não é comprovar as vantagens da tecnologia em células pequenas, mas fabricar células grandes em quantidades comerciais.

2026-08-22
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فريق تحرير certi.news
LG Energy Solution: a produção em larga escala continua sendo o maior obstáculo para as baterias de estado sólido

A LG Energy Solution afirmou que as baterias de estado sólido provavelmente não entrarão primeiro no mercado de veículos elétricos de larga escala, porque fabricá-las em grandes quantidades e em formatos grandes ainda representa um desafio importante para a maioria das empresas. A declaração foi feita durante uma mesa-redonda com jornalistas na nova fábrica da empresa no estado americano de Michigan.

Robert Lee, presidente da LG Energy Solution na América do Norte, explicou que as baterias de estado sólido têm alta densidade de energia, mas alcançar essa vantagem é mais fácil quando se fabricam células pequenas. Já a produção das células grandes necessárias para veículos elétricos ainda enfrenta grandes dificuldades.

Aplicações especializadas podem vir antes dos carros

Segundo Lee, as baterias de estado sólido podem surgir comercialmente em escala mais ampla nos smartphones cerca de uma década antes dos veículos elétricos. Entre as possíveis aplicações iniciais estão drones, produtos especializados e veículos elétricos voltados ao alto desempenho, além de outros usos que a empresa não detalhou.

Isso não significa que a tecnologia tenha permanecido apenas dentro dos laboratórios. A Mercedes-Benz percorreu cerca de 750 milhas com uma única carga em um protótipo EQS equipado com uma bateria semissólida da Factorial Energy, enquanto a BMW instalou uma bateria totalmente de estado sólido da Solid Power em um protótipo do i7. A Stellantis, por sua vez, testa um conjunto semissólido em um Dodge Charger Daytona EV. No entanto, esses exemplos continuam sendo testes ou protótipos e ainda não comprovam a prontidão para uma produção comercial ampla.

Corrida asiática e cronogramas ainda não definidos

Na China, BYD, CATL, Geely e outras empresas trabalham no desenvolvimento de programas-piloto para baterias de estado sólido, com o objetivo de iniciar alguns programas em 2027 e a possibilidade de ampliar a implementação até o fim da década. Esses planos mostram que a corrida tecnológica continua, mas não eliminam o obstáculo apontado pela LG Energy Solution: passar de uma célula bem-sucedida ou de um protótipo para um produto grande que possa ser fabricado com estabilidade e custo adequado.

As alternativas mais próximas no tempo

A LG Energy Solution afirma que as melhorias nas atuais baterias de íons de lítio continuarão aumentando a autonomia e a velocidade de carregamento dos carros. A empresa trabalha com a General Motors em baterias ricas em manganês e lítio (LMR), que usam quantidades muito menores de níquel e cobalto e dependem mais do manganês, que pode ser processado nos Estados Unidos. Segundo o que foi anunciado pela GM, essas baterias devem equipar suas picapes e utilitários esportivos de grande porte a partir de 2028, com autonomia superior a 400 milhas e custo próximo ao das baterias LFP, de menor preço.

A LG Energy Solution também se prepara para produzir células de íons de lítio da série 46 em sua futura megafábrica no estado do Arizona. A empresa afirma que o tamanho maior dessas células é adequado para veículos com pacotes estruturais, enquanto desenvolvimentos posteriores podem permitir carregamento em 10 minutos e melhorar a segurança do conjunto. A empresa também pesquisa células de íons de sódio e prepara um programa-piloto para utilizá-las em sistemas de armazenamento de energia.

Por que essa notícia é importante?

A informação mais importante não é um adiamento temporal específico, mas a redefinição do ponto de estrangulamento das baterias de estado sólido: a vantagem teórica e a densidade de energia, por si só, não bastam para lançar veículos elétricos de produção em massa. As empresas ainda precisam provar que conseguem fabricar células grandes de forma confiável e em larga escala. Por isso, as aplicações pequenas e especializadas parecem ser um caminho inicial mais realista, enquanto os cronogramas para veículos elétricos comerciais de larga escala continuam indefinidos. Enquanto isso, as empresas de baterias apostam no aprimoramento das químicas de íons de lítio e de íons de sódio, em vez de esperar que uma única tecnologia resolva todas as limitações de autonomia, carregamento e segurança.

Fonte da notícia
InsideEVs - Battery Tech
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