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Oferta pública inicial da Oura, de US$ 2,2 bilhões, permite que acionistas atuais obtenham a maior parte dos rendimentos

A Oura pretende oferecer 50 milhões de ações a um preço entre US$ 40 e US$ 44, mas cerca de dois terços das ações virão de acionistas atuais, liderados pela Forerunner Ventures. A empresa usará a maior parte de sua participação líquida para liquidar obrigações fiscais relacionadas a concessões de ações a funcionários, e não para financiar uma nova expansão.

2026-09-21
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فريق تحرير certi.news
Oferta pública inicial da Oura, de US$ 2,2 bilhões, permite que acionistas atuais obtenham a maior parte dos rendimentos

A Oura, fabricante do anel inteligente, caminha para uma oferta pública inicial que pode alcançar US$ 2,2 bilhões, mas a maior parte dos rendimentos da operação irá para acionistas atuais, em vez de entrar no caixa da empresa. De acordo com o documento mais recente da oferta, a Oura e seus acionistas oferecerão 50 milhões de ações a um preço entre US$ 40 e US$ 44 por ação.

Ao preço médio de US$ 42, os acionistas vendedores levantarão cerca de US$ 1,53 bilhão antes de taxas e despesas, contra aproximadamente US$ 567 milhões para a empresa. Os acionistas atuais oferecerão 36,5 milhões de ações, ou quase dois terços das ações ofertadas.

Forerunner venderá toda a sua participação

A Forerunner Ventures, segunda maior acionista da Oura, pretende vender integralmente sua participação de 9,3%, equivalente a cerca de 28,7 milhões de ações. Ao preço médio proposto, o valor da operação para essa participação poderá chegar a aproximadamente US$ 1,20 bilhão antes das taxas de subscrição e dos impostos, representando cerca de 80% das ações vendidas pelos acionistas atuais.

A Forerunner investiu pela primeira vez na Oura durante uma rodada Series B de US$ 28 milhões em 2020. Na prática, a oferta significa que um dos primeiros investidores terá uma grande oportunidade de saída, em vez de o IPO ser uma rodada tradicional de financiamento para expansão.

Financiamento limitado para fins corporativos

A Oura espera obter US$ 532,6 milhões em rendimentos líquidos ao preço médio, mas planeja usar cerca de US$ 526,4 milhões para quitar obrigações fiscais acumuladas relacionadas a concessões de ações a funcionários que serão adquiridas no momento da oferta. Assim, restarão à empresa apenas cerca de US$ 6,2 milhões para usos gerais, segundo o documento.

Essa estrutura permite que a empresa trate das obrigações fiscais sem recorrer a dívidas ou usar seu saldo de caixa, que era de aproximadamente US$ 372 milhões no fim de junho. Ao mesmo tempo, porém, limita o volume de capital novo disponível para financiar produtos ou a expansão após a listagem.

O que importa para os investidores?

A operação ocorre em um momento de rápido crescimento da Oura, com o aumento do peso das assinaturas em seu modelo de negócios. A receita de associações mais que dobrou, chegando a US$ 240,5 milhões durante o período mencionado, e representou cerca de 20% das vendas, com margem bruta de 89%. Em contrapartida, as vendas de dispositivos continuaram sendo a maior fonte de receita, com US$ 974 milhões.

A empresa espera encerrar o ano fiscal terminado em 30 de setembro com cerca de 5,7 milhões de membros pagantes, quase o dobro do número registrado um ano antes. Se o preço de listagem ficar no limite superior de US$ 44, o valor de mercado poderá chegar a US$ 14,1 bilhões.

A Oura foi avaliada em cerca de US$ 11 bilhões em outubro de 2025, após uma rodada de financiamento de US$ 900 milhões liderada pela Fidelity, enquanto o total captado pela empresa até o momento chegou a aproximadamente US$ 2,06 bilhões, segundo a PitchBook. Os números finais da oferta, incluindo o preço, o volume de ações e os rendimentos efetivos de cada parte, continuam sujeitos às condições de mercado e à execução final da oferta.

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TechCrunch Hardware
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