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Projeto de lei americano busca proteger a capacidade dos jogadores de possuir e executar seus jogos digitais

O deputado americano Ritchie Torres pretende apresentar um projeto de lei que solicita à Comissão Federal de Comércio a proteção do direito dos jogadores de executar os jogos que compraram, incluindo a obrigação de as empresas oferecerem um modo off-line quando os servidores forem encerrados. A proposta surge após a retirada de NBA 2K25 das lojas digitais e o desligamento de seus servidores apenas dois anos após seu lançamento.

2026-10-15
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certi.news
Projeto de lei americano busca proteger a capacidade dos jogadores de possuir e executar seus jogos digitais

O deputado americano Ritchie Torres pretende apresentar ao Congresso um projeto de lei destinado a proteger a capacidade dos jogadores de possuir e executar os videogames que compraram, em um momento em que a indústria de jogos depende cada vez mais de licenças digitais e servidores que as empresas podem desligar posteriormente.

A proposta se chama Power to the Players Act e ainda não foi apresentada oficialmente ao Congresso. Segundo o anúncio, o projeto orientaria a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) a estabelecer regras para impedir situações em que o usuário perca, na prática, o acesso a um jogo pelo qual pagou.

O problema da propriedade digital

O projeto cita NBA 2K25 como exemplo do problema. O jogo foi lançado em 2024 pelo preço de 70 dólares e está programado para ser removido das lojas digitais em 30 de outubro, ou seja, cerca de dois anos após seu lançamento. A 2K também anunciou o encerramento, em dezembro, dos servidores que dão suporte aos modos de jogo on-line, o que significa que a versão comprada pelos jogadores perderá uma parte essencial de suas funcionalidades antes do fim do ano.

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O impacto do desligamento dos servidores não se limita a impedir a compra futura do jogo; em jogos que dependem de conexão permanente ou de serviços em nuvem, o encerramento pode fazer com que a versão que o usuário possui tenha funcionalidades limitadas ou se torne, na prática, impossível de executar.

O que mudaria na prática?

O Power to the Players Act propõe tratar os jogos comprados como propriedade dos usuários, em vez de considerá-los licenças revogáveis, além de obrigar as empresas a oferecer um modo de jogo off-line quando planejarem encerrar os servidores. Torres disse em entrevista à Kotaku que essa proteção representaria, segundo sua descrição, um retorno a um modelo que era comum antes de a distribuição digital dominar o mercado de jogos.

O debate aberto pelo projeto pode se estender aos livros, filmes e músicas comprados digitalmente, segundo indicou Torres, mas a proposta atual se concentra nos videogames.

Obstáculos legislativos e judiciais

O anúncio não garante que a proposta se transforme em lei. O projeto pode fracassar nas comissões, como aconteceu com um projeto semelhante no estado da Califórnia, que terminou em junho. Além disso, a escolha da Comissão Federal de Comércio para aplicar as regras levanta uma questão jurídica importante sobre os limites de seus poderes.

Após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em 2024 que anulou o princípio da Chevron deference, os tribunais passaram a demonstrar menos disposição para aceitar as interpretações das agências federais sobre leis ambíguas. Isso pode permitir contestar quaisquer regras que a comissão estabeleça para a indústria de jogos, à semelhança do que ocorreu com a tentativa de proibir acordos de não concorrência, quando um juiz suspendeu a aplicação da regra sob o argumento de que a comissão não tinha a autoridade necessária.

Leitura da certi.news: a proposta destaca uma lacuna prática entre o que o consumidor acredita ser a compra de um produto digital e os direitos que as empresas efetivamente concedem por meio da licença. No entanto, seu impacto continuará indefinido até que o texto do projeto seja publicado e o alcance das obrigações impostas às empresas seja determinado; além disso, seu destino legislativo e a capacidade da FTC de fazer cumprir suas regras continuam sendo duas questões em aberto. A Engadget pediu a Torres que compartilhasse uma minuta do projeto e comentasse a possibilidade de ele ser barrado judicialmente.

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certi.news

O que você precisa saber

O deputado americano Ritchie Torres prepara-se para apresentar um projeto de lei chamado Power to the Players Act para proteger a capacidade dos jogadores de executar os jogos digitais que compraram, podendo solicitar à Comissão Federal de Comércio que obrigue as empresas a disponibilizar um modo offline quando encerrarem os servidores. O projeto ainda não foi apresentado oficialmente, e o seu destino legislativo e jurídico continua incerto.

  • O Power to the Players Act pretende tratar os jogos comprados como propriedade dos utilizadores, e não como licenças revogáveis.
  • A proposta poderá obrigar as empresas a disponibilizar um modo de jogo offline quando planearem encerrar os servidores.
  • A proposta cita NBA 2K25, que deverá ser removido das lojas digitais em 30 de outubro e ter os seus servidores de jogo online encerrados em dezembro.
  • O projeto de lei ainda não foi formalmente apresentado ao Congresso e poderá ser rejeitado nas comissões ou enfrentar contestações judiciais.
  • A dependência da proposta em relação à Comissão Federal de Comércio suscita questões sobre os limites dos seus poderes, especialmente após a revogação do princípio da deferência Chevron em 2024.

Perguntas frequentes

O que é o Power to the Players Act?

É um projeto de lei que o deputado Ritchie Torres pretende apresentar para proteger a capacidade dos jogadores de executar os videojogos que compraram, incluindo a possibilidade de obrigar as empresas a disponibilizar um modo offline quando encerrarem os servidores.

O projeto de lei já se tornou lei?

Não. O artigo afirma que o projeto ainda não foi formalmente apresentado ao Congresso, e o anúncio não garante que venha a tornar-se lei.

Qual é a relação entre NBA 2K25 e a proposta?

A proposta cita o jogo como exemplo do problema da propriedade digital, uma vez que ele deverá ser removido das lojas digitais e os seus servidores dos modos de jogo online deverão ser encerrados.

O projeto também protegerá livros, filmes e música digitais?

Torres indicou que o debate poderá abranger esses meios, mas a proposta atual concentra-se nos videojogos.

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