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Operadores de satélites garantem voos de lançamento em um mercado que enfrenta escassez de capacidade

As empresas de operação de satélites correm para reservar voos de lançamento que se estendem até 2028, apesar da falta de clareza sobre as datas de alguns veículos, em meio a restrições de capacidade e preocupações com a redução dos programas de lançamentos compartilhados. A AST SpaceMobile afirma ter reservado o suficiente para concluir sua constelação inicial, mas o retorno do New Glenn e a disponibilidade de outras alternativas continuam sendo fatores decisivos.

2026-08-16
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certi.news Editorial Team
Operadores de satélites garantem voos de lançamento em um mercado que enfrenta escassez de capacidade

As empresas de operação de satélites procuram tranquilizar investidores e clientes de que garantiram capacidade de lançamento futura, mesmo quando as datas efetivas de disponibilidade de alguns foguetes não estão confirmadas. Isso ocorre em um mercado de lançamentos que enfrenta restrições crescentes, com vários operadores dependendo de serviços de lançamentos compartilhados, especialmente voos da SpaceX, em meio a preocupações de que esses programas possam ser reduzidos ou interrompidos nos próximos anos.

Durante as teleconferências de divulgação dos resultados do segundo trimestre, várias empresas confirmaram que reservaram voos para seus satélites para daqui a dois anos ou mais. Esse comportamento reflete uma mudança prática na prioridade dos operadores: garantir o acesso à órbita tornou-se uma etapa inicial tão importante quanto concluir os próprios satélites.

A AST SpaceMobile reorganiza o plano de construção da constelação

A AST SpaceMobile trabalha para implantar uma constelação de serviços de banda larga direta para dispositivos, mas a explosão de um foguete New Glenn, da Blue Origin, em 28 de maio desacelerou o plano de implantação. A empresa havia informado que o incidente atrasaria o início do serviço comercial em um período entre três e seis meses, para o primeiro semestre de 2027.

Na teleconferência de resultados de 10 de agosto, a empresa afirmou ter reservado voos suficientes para concluir sua constelação inicial, que tem como meta cerca de 45 satélites. Contando cinco satélites da primeira geração BlueBird, ela passou a ter 12 satélites em órbita, seis dos quais foram lançados em duas missões do Falcon 9, em 17 de junho e 5 de agosto.

O plano da empresa prevê nove voos adicionais para concluir a constelação inicial, mas especifica o momento de conclusão dos satélites, e não as datas de lançamento. A conclusão dos satélites destinados ao último voo está prevista para fevereiro de 2027. Scott Wisniewski, presidente da AST SpaceMobile, afirmou que a empresa reservou 10 voos com dois provedores e pretende realizar um lançamento a cada um ou dois meses, em média.

No curto prazo, é provável que a empresa dependa do Falcon 9 enquanto o New Glenn permanecer fora de operação. Embora a Blue Origin esteja trabalhando na reconstrução da plataforma de lançamento em Cape Canaveral e no retorno aos voos antes do fim do ano, Wisniewski explicou que a AST não baseia seus cálculos para este ano no retorno do foguete. Como o Falcon 9 pode transportar apenas três satélites BlueBird, contra até oito no New Glenn, o plano precisará de alguns voos do New Glenn para chegar a 45 satélites no início de 2027.

As reservas antecipadas se estendem para além de 2028

Outras empresas enfrentam um desafio diferente: garantir voos compartilhados futuros. John Serafini, diretor executivo da HawkEye 360, afirmou que a empresa reservou voos para seus satélites até 2028. No entanto, vê questões em aberto sobre a disponibilidade em 2029 e 2030 e depois disso, especialmente diante da possibilidade de a SpaceX reduzir ou cancelar alguns voos Falcon 9 Transporter e Bandwagon.

A HawkEye 360 está analisando opções junto à Firefly Aerospace, à Stoke Space e à Rocket Lab, além de intermediários que organizam voos compartilhados. Já a Spire Global, que utiliza esses voos para implantar satélites Lemur destinados a rastreamento, dados meteorológicos e outros serviços, afirmou que a capacidade de lançamento reservada até 2028 lhe permite continuar adicionando capacidades de coleta de dados de acordo com seu próprio cronograma.

Por que essa evolução é importante?

Essas declarações revelam que ter satélites prontos, por si só, não garante a continuidade dos planos de implantação; o cronograma também depende da disponibilidade dos foguetes, da segurança dos veículos e da capacidade dos provedores de lançamento de manter os programas de lançamentos compartilhados. Por isso, as empresas trabalham para distribuir os riscos entre mais de um provedor, embora as alternativas de curto prazo nem sempre estejam disponíveis.

A AST SpaceMobile também analisa parcerias ou aquisições para aumentar a integração vertical e reduzir os riscos de depender de provedores de lançamento externos. No entanto, o material aponta para a limitação das opções disponíveis para adquirir um provedor de lançamento capaz de oferecer capacidade no curto prazo. Além disso, o foguete Vulcan, da United Launch Alliance, não é lançado desde fevereiro, depois que um de seus quatro propulsores sólidos apresentou uma falha, sem que tenha sido anunciada uma data para a retomada dos voos.

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O que você precisa saber

As empresas de operação de satélites estão correndo para reservar voos de lançamento até 2028 devido à capacidade limitada e à forte dependência de voos compartilhados. A AST SpaceMobile reservou dez voos para concluir sua constelação inicial, mas alcançar sua meta no início de 2027 depende, em parte, do retorno do foguete New Glenn e da disponibilidade de outras alternativas.

  • A AST SpaceMobile confirma que reservou voos suficientes para concluir sua constelação inicial, planejada para contar com cerca de 45 satélites.
  • A AST SpaceMobile tem atualmente 12 satélites em órbita e planeja mais nove voos, com lançamentos previstos, em média, a cada um ou dois meses.
  • A capacidade do Falcon 9 de transportar apenas três satélites BlueBird, em comparação com até oito no New Glenn, torna o retorno do New Glenn importante para que a AST cumpra seu plano no início de 2027.
  • A HawkEye 360 reservou voos até 2028, mas enfrenta incertezas quanto à capacidade em 2029, 2030 e nos anos seguintes.
  • As empresas estão buscando alternativas na Firefly Aerospace, Stoke Space, Rocket Lab e entre intermediários de voos compartilhados, distribuindo os riscos entre vários provedores.
  • Os planos de lançamento foram afetados pela explosão do New Glenn em 28 de maio, e a data para a retomada dos voos do Vulcan após uma falha em um de seus propulsores ainda não foi anunciada.

Perguntas frequentes

Quantos voos a AST SpaceMobile reservou?

A empresa afirmou ter reservado 10 voos com dois provedores.

Quando a AST SpaceMobile pretende iniciar o serviço comercial?

A empresa pretende iniciar o serviço comercial no primeiro semestre de 2027, após um atraso de três a seis meses.

Por que a AST SpaceMobile precisa do retorno do New Glenn?

Porque o Falcon 9 transporta apenas três satélites BlueBird, enquanto o New Glenn pode transportar até oito, ajudando a empresa a chegar a cerca de 45 satélites no início de 2027.

Até que ano a HawkEye 360 reservou seus voos?

A empresa afirmou ter reservado voos para seus satélites até 2028.

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