Carros elétricos

Vammo supera 10 milhões de trocas de baterias para motocicletas elétricas e alcança rentabilidade operacional

A brasileira Vammo anunciou que superou 10 milhões de trocas de baterias, com mais de 10 mil usuários ativos e rentabilidade com base no EBITDA. A empresa se prepara para expandir-se de São Paulo para Campinas, impulsionada pelo crescimento do mercado de motocicletas elétricas e pelo modelo de assinatura e troca de baterias.

2026-10-12
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certi.news Editorial Team
Vammo supera 10 milhões de trocas de baterias para motocicletas elétricas e alcança rentabilidade operacional

A brasileira Vammo, especializada em motocicletas elétricas e estações de troca de baterias, superou a marca de 10 milhões de trocas, ao mesmo tempo que atingiu o ponto de equilíbrio e depois alcançou rentabilidade com base no EBITDA em junho de 2026, segundo informações da Electrek atribuídas à empresa. A Vammo se prepara para expandir suas operações para fora da cidade de São Paulo pela primeira vez, com Campinas escolhida para ser sua segunda cidade oficial.

A Vammo opera seus serviços em São Paulo desde 2022 e construiu uma rede com cerca de 1.000 pontos de troca de baterias. Em vez de esperar o carregamento da motocicleta, o usuário pode substituir a bateria descarregada por outra carregada. Esse modelo tem como alvo especialmente os usuários de motocicletas comerciais, que não podem arcar com longos períodos de parada.

Crescimento do uso e melhora do desempenho financeiro

O número de clientes ativos da empresa aumentou 250% durante o ano atual, para mais de 10.000 usuários. A Vammo também afirma que caminha para alcançar uma receita anual recorrente próxima de US$ 45 milhões até o fim de 2026 e espera superar 100 milhões de trocas de baterias durante 2027.

A empresa afirma que atingiu o ponto de equilíbrio em junho, seis meses antes do prazo planejado, e que agora é confortavelmente rentável com base no EBITDA. Esse resultado é particularmente importante porque seu modelo exige investimento em motocicletas e na infraestrutura física das estações de troca, e não apenas em software.

Novas estações usam inteligência artificial

A Vammo está lançando a terceira geração de estações de troca de baterias e afirma que ela reduz os custos em 15% adicionais. As novas estações usam software baseado em inteligência artificial para ajustar dinamicamente as taxas de carregamento das baterias, com base em fatores que incluem a demanda atual e prevista dos motoristas, o clima, a demanda dos aplicativos de entrega, os padrões de uso dos clientes e a temperatura da bateria.

Isso não muda a essência do modelo de troca, mas pode ajudar a empresa a gerenciar o carregamento e distribuir a energia de acordo com a demanda, em vez de operar as estações de maneira fixa. No entanto, o material não apresentou detalhes sobre a arquitetura do sistema, a precisão das previsões ou a forma de medição da economia anunciada.

Por que esta notícia é importante?

As motocicletas elétricas ainda representam apenas 0,7% das vendas de motocicletas no Brasil, apesar do registro de 11.587 motocicletas elétricas entre janeiro e agosto do ano mencionado, um aumento anual de 85%, segundo dados que a Vammo atribui à associação FENABRAVE. A empresa afirma ter conquistado mais de 65% do mercado brasileiro de motocicletas elétricas durante o mesmo período.

O mercado de São Paulo representa uma grande oportunidade: mais de 500.000 motocicletas são vendidas anualmente no estado, enquanto a atual área de serviço da Vammo cobre uma região geográfica com cerca de 26 milhões de pessoas. A empresa também afirma que seu usuário médio economiza cerca de 35% em comparação com a operação de uma motocicleta a gasolina usada, com cilindrada de 160 centímetros cúbicos, graças aos menores custos de energia e manutenção.

Expansão e limitações

A Vammo pretende concentrar-se primeiro no estado de São Paulo antes de expandir-se para o restante do Brasil e para os mercados latino-americanos. A empresa também lançou um programa de aluguel com opção de compra ao fim de 36 meses para lidar com os altos custos de financiamento dos veículos, cujas taxas, segundo afirma, podem se aproximar de 45%. Após o término do período, o condutor poderá comprar a motocicleta pelo mesmo valor pago como depósito e, depois, comprar uma bateria ou continuar usando a rede de troca.

Esses números mostram que a troca de baterias pode ser adequada para motocicletas de uso intenso nas cidades, onde as baterias são menores e os períodos de parada são mais dispendiosos. Mas a expansão do modelo continuará ligada à densidade da rede, à continuidade da demanda e à capacidade da empresa de financiar veículos e estações fora de seu atual centro de operações.

Fonte da notícia
Electrek - EV Technology
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